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Mensagens

A mostrar mensagens de Novembro, 2005

Santa Catarina em Lisboa

A festa do dia de Santa Catarina vai ser assinalada, hoje, por cabo-verdianos em Portugal, numa sessão cultural a ter lugar na sede da Associação Cabo-verdiana, em Lisboa. A organização está a cargo do poeta cabo-verdiano José Luís Hopffer Almada, em parceria com a Associação.
Na ocasião, pretende-se, também, homenagear Ildo Lobo, no seu aniversário natalício.
Da programação destaca-se a apresentação do livro "Assomada Nocturna" de José Luís Hopffer Almada, por Inocência Mata e Francisco Fragoso, um recital de poesia por Celina Pereira, Helena Monteiro, Luís Lobo e José Luís Hopffer Almada. A alocução de homenagem a Ildo Lobo ficará a cargo do sociólogo César Monteiro. A sessão cultural contará com a participação de artistas como Luís Lobo, Maria Alice, Nancy Vieira e muitos outros.

Rui de Pina está de volta

O cantor cabo-verdiano, Rui de Pina, residente nos Estados Unidos da América, acaba de lançar “Obsession”, um disco de koladera e zouk que brevemente o vai lançar nas estradas da promoção, passando, claro está, por Cabo Verde.
Antes disso, a 24 de Novembro próximo, o artista vai participar, a título promocional, numa série de concertos do cantor Beto Dias, a ter lugar na Nova Inglaterra.
Na sua própria tournée, Rui de Pina, que há largos anos não pisa os palcos das ilhas, promete recordar os sucessos dos seus discos anteriores: “Nasé pa Vivé,” “Irresistible,” “Sempri na nha pensamentu,” e “Simplismenti.”
Para recordar bons momentos, deixamos, para a apreciação dos nossos leitores, a letra, Txika, da autoria de Kin di Santiago, que marcou esse artista na memória musical das ilhas.

Di madrugada/ N ben kansadu/N atxa kanderu sezu/ ku mininus na sonu/Oi Txika Punde bu baba …/Ki N ben kansadu /Ki N atxa kanderu sezu/Ku mininus na sonu /Di madrugada/N poi rostu pa portu/ Oi Txika bu ranja bu sp…

Oi, amigas.

Ainda não fiz nada do que prometi…dei uma passada pelo Presídio com a Manuela. Passei, levemente, pela Aguadinha que está a cair aos pedaços. Sei de umas obras no Alto de S. Pedro, no sobrado de Nhô Agnelo, que está a agitar as águas por estas bandas. Mas tenho andado, pessoal, com a polícia nacional. Hoje foi o dia deles. Anima-me saber que a Monique cedeu o quintal da Casa da Memória – funcionou ali o primeiro cinema no Fogo – para os agricultores de Chã das Caldeiras apresentarem, no dia 17, os novos produtos vinícolas. A ideia é valorizar os recursos naturais e os produtos locais da Ilha. A sessão resume-se num historial sobre a vitivinicultura na Ilha do Fogo, a apresentação da associação dos agricultores de Chã das Caldeiras e a apresentação e degustação de produtos como vinhos branco, rose e tinto, destilados, e sumo de uva. Beijinhos.

Queridas...

Lá vou eu subir as eternas ladeiras di bila, passear na praça do Presídio ao cair da noite, e apreciar, Matilde, a Ilha Brava ao longe. Lá vou eu, Katy, passar pela Aguadinha, subir até à Casa de cinema para cumprimentar o pessoal. Depois do trabalho, é claro. Para trabalhar, faço a longa estrada até aos Mosteiros, subirei à Chã das Caldeiras e vai dar para apreciar o nosso vulcão e revisitar a brisa fresca sulista.
Prometo contar, de regresso, os momentos todos. Prometo.

Tcheka, o escolhido

Tcheka é o vencedor do disputado prémio “RFI Musiques du Monde” deste ano, cuja final aconteceu, ontem, em Dakar, Senegal. O artista cabo-verdiano concorreu ao prémio com o seu segundo disco Nu Monda, tendo disputado a final com o tocador de cora da Guiné Conacry, Ba Cissoko, e a cantora do rythm and blues, do Gabão, Naneth.

O prémio "RFI Musiques du Monde" é um apoio determinante para a carreira musical, a nivel promocional e financeiro, para os artistas e grupos da África, Caraíbas e Oceano Índico. Para ser candidato é necessário que o artista tenha lançado um disco no seu país de origem. Só este ano candidataram-se 200 artistas ao prémio. Este concurso que abrange cerca de 32 países já permitiu a vários artistas iniciarem uma carreira internacional. Como exemplo, refira-se os casos de Tiken Jah Fakoly (Costa do Marfim), Didier Awadi (Senegal), Rokia Traoré (Mali) etc.

O prémio "RFI Musiques du Monde" é organizado em parceria com a Agência Intergovernamental da Fra…

Parabéns, Raíz de Polon

Se o número 13, para determinada cultura, pressupõe azar, ele não o é com certeza para o Grupo Raiz di Polon. Treze anos depois da sua criação, na Cidade da Praia, ele permanece na linha de frente da dança cabo-verdiana, acaba de ser condecorado pelo Governo por mérito cultural e de ser seleccionado para representar Cabo Verde no Festival Internacional da Francofonia, evento a ter lugar em Niemey, capital do Níger, em Dezembro próximo.
Mas o ano de 2005 diz mais. Afirma que o Grupo andou em digressão pelo mundo Europa e África, sobretudo), participou no projecto UNIVERSOS, ao lado do Mário Lúcio, apresentou coreografias com Herbin "Tamango" Van Cayseele, das Guianas Francesas, considerado o maior bailarino de sapateado da actualidade e teve os melhores elogios da crítica internacional. Não será demais afirmar que, depois de Cesária Évora, a Diva dos Pés Descalços, nenhum outro fenómeno amplia mais a cultura cabo-verdiana pelo mundo como Raiz di Polon, levando na bagagem a dan…

Santiago foi uma ilha de escravos

Esta ilha foi de escravos durante três semanas. Fora, no passado, com a inauguração do comércio de escravos africanos em 1466, na Cidade Velha, e durante longos séculos de exploração, separação e desespero humano. Mas as últimas três semanas, na Ilha de Santiago, foram bem diferentes. Termina no sábado a rodagem do filme “A Ilha dos Escravos” do realizador português, Francisco Manso.

É necessário dizer que estas filmagens mudaram um pouco, nos lugares onde aconteceram – Cidade Velha, Plateau, Monte Vermelho e Praia de S. Francisco – a rotina da comunidade. A alegria das pessoas de ver caras famosas como Zéze Mota, Milton Gonçalves, Diogo Infante e outros. Os decores rústicos que lembram a vida crioula do tempo dos nossos avós. Fiz esta viagem, às tantas. Os jovens figurantes que ganharam algum, e tiveram a oportunidade de conhecer os bastidores de uma longa-metragem, e os curiosos, que, simplesmente, olhavam parados.

Cabo Verde também saiu a ganhar. É isso, pelo menos, o que dizem os po…

Batuque sta na moda

O batuque renasce das ribeiras, das achadas, em novas vozes e forças que se impõe como referência incontornável da cultura cabo-verdiana.
O batuque renasce com alma, na infância, na mulher, com futuro. O Batuque, hoje, com outros apelos, recria a tradição secular do berço da caboverdianidade - a Ilha de Santiago.
Atentar a este renascimento é inserir-se em desafios outros que selam a nossa identidade enquanto povo e nação, presente na diversidade.
A institucionalização de um festival anual de Batuque, na Ribeira Grande de Santiago, está na mira do governo. Que venha a ser um momento síntese da vivência de um povo com tantas histórias de partidas e chegadas. Não apenas mais um festival.


Batuque sta na moda é título de uma música do Pantera, interpretada de forma sublime pela Lura - a garota do lado para quem não conhece. Depois dessa música tudo mudou por estas bandas. Esta musa, o Pantera, que infelizmente nos deixou, e o Tcheka lideraram uma verdadeira revolução na música crioula. Há mai…

Unidade

As plantas sofrem como nós sofremos.
Por que não sofreriam
se esta é a chave da unidade do mundo?

A flor sofre, tocada
por mão inconsciente.
Há uma queixa abafada
em sua docilidade.

A pedra é sofrimento
paralítico, eterno.

Não temos nós, animais,
sequer o privilégio de sofrer.

Carlos Drummond de Andrade

Encontro marcado

O artista cabo-verdiano, Tcheka Andrade, vai estar a 7 de Dezembro em Espanha para um encontro, que promete, com o revolucionário artista brasileiro Lenine. Nesta estada participam, igualmente, a cantora portuguesa Dulce Pontes, e outras figuras da música espanhola. Durante três semanas esses músicos vão desenhar um projecto de CD conjunto que vai funcionar como um selo para uma longa digressão.
É sobretudo uma porta que se abre para a minha entrada no Brasil, diz Tcheka que, neste momento, está na estrada a promover o seu segundo disco Nu Monda. Albúm que segue a linha do seu primeiro trabalho Argui: um novo olhar sobre o batuque, com arranjos elaborados que, uma vez mais, comprova a universalidade da música crioula.
Lenine nasceu em Pernambuco, nordeste brasileiro. Canta, toca violão e faz a chamada percussão de boca. A sua carreira inclui uma lista de seis discos gravados, tem várias canções escritas e interpretadas por artistas de renome brasileiros. É também um adepto e acredita, e…

Crioulos em debate na Praia

Decorre na Cidade da Praia, o 11º Colóquio Internacional de Estudos Crioulos.
Uma lufada de ar fresco, no dizer do Ministro da Cultura, que vai deixar experiências e subsídios para o projecto do governo de oficialização do crioulo.
Esse encontro reúne investigadores, linguistas e estudiosos das línguas crioulas, oriundos de trinta e um países.

O Colóquio acontece, em Cabo Verde, no ano em que o país assinala o seu trigésimo aniversário. Uma coincidência cheia de simbolismos.
A valorização do crioulo cabo-verdiano, como um acto de cultura, começou a desenhar com a independência destas ilhas, em 1975. O primeiro grande passo nesse sentido foi dado com o Colóquio de 1979 onde se adoptou o alfabeto Mindelo que vigorou durante 10 anos.
Em 1998, o governo aprovou, a título experimental, o ALUPEC. Base do Alfabeto Unificado para a Escrita do Crioulo Cabo-Verdiano.

Para a padronização da língua, algumas medidas estão previstas, como a introdução do ensino da língua cabo-verdiana de forma autónoma n…