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Mensagens

A mostrar mensagens de Abril, 2007

Esperemos

Há momentos sem sentido que fazem todo o sentido. Nessas horas, leio o meu outro poeta:
Há OUTROS DIAS que não têm chegado ainda,
que estão fazendo-se
como o pão ou as cadeiras ou o produto
das farmácias e das oficinas
- há fábricas de dias que virão

Pablo Neruda

De tudo

Não falo dos versos... só depois... depois de tudo.

Blog

Nos últimos dias andei um pouco distante da net por razões várias. Para começar, a conexão está lentíssima em Cabo Verde por causa do corte do tal cabo. À par disso, outros afazeres têem-me consumido energias saudáveis de que preciso para aqui estar por inteira. Nessa distância veio-me à lembrança as trocas de ideias muito participadas que aconteceram por uns bons tempos entre blogueiros, principalmente os de cá. Alguns anónimos, outros não, o famoso Pasqualino Settebellezze (de quem confesso saudades), e muitos outros. Este meu desabafo pode ser entendido como um convite à retoma da partilha e à troca saudável de ideias (dissonantes, porque não!?). Se criamos um blog é porque nos motiva, nos dá gozo e temos algo a dizer.

Eco

Porque o silêncio e a calma das horas solitárias
da noute sem vento e do mar sem ondas
como que fazem despertar
no fundo do meu ser
o eco silencioso
de vozes suspensas
e de aflicões esquecidas

Jorge Barbosa

Desolação

Em Outubro do ano passado conheci a italiana Laura Spronacci e encantou-me a sua paixão por Cabo Verde. Era uma jornalista com longa experiência na área desportiva, e fez toda a sua carreira na televisão. Enquanto tal vinha com frequência a Cabo Verde.
Dizia que a sua paixão por estas ilhas nasceu num primeiro olhar. Depois de reformada fez as suas malas e veio.

Conheci-a numa festa na sua Gruta - um empreendimento ousado e funcional erguido na Cidade Velha. Depois desse dia escrevi este post. Não quis acreditar quando li aqui a notícia da sua morte. Hoje, recebo um comentário de Kidjak a querer esclarecer a dúvida. É sim, trata-se da mesma pessoa: Laura Spronacci. Que a sua alma descanse em paz. Mais não digo...

Reminiscências

foto daqui
Choca-me a notícia da chegada de mais uma embarcação clandestina às ilhas Canárias, cheia de africanos, inclusive mulheres e crianças. Esse facto faz-me lembrar a escravatura. A empreitada mais desumana que o mundo já assistiu, e que deveria ser considerada a maior vergonha mundial de todos os tempos.
Ainda hoje, esses barcos negreiros continuam a circular. Os seus capitães e passageiros são interceptados em alto mar. Tal gente nem chega a conquistar o que há cinco séculos foi possível: um porto.
Há coisas que chocam. Parafraseado uma ilustre caseira, “preciso descobrir o que me liga à escravatura”.

A ilha

Aproxima-se mais um 1º de Maio, data, para mim, mais do que dia dos trabalhadores, mas do padroeiro da cidade que me viu nascer. Assistir à missa e à corrida de cavalos eram as únicas actividades que, enquanto criança, estavam ao meu alcance. Lembro-me da festa que era a chegada de gente da Praia, e principalmente dos grupos musicais, ora Gama 80, ora Bulimundo, ora Finaçon.
Ou…