Receia-se dizer que a oficialização do Crioulo em Cabo Verde, nossa língua materna, é também ela, dentre várias outras questões, motivo de quezílias, principalmente políticas. Fico envergonhada quando percebo que um determinado individuo, ou personalidade, está à cata de argumentos para provar o quanto é inócuo oficializar a nossa língua, o corpus cultural que, em primeira e em última instância, melhor nos identifica.
O que se deve, e nunca é demais, é discutir os métodos do seu ensino e outros procedimentos, aliás muito avançados na sua formulação. Escrevo isso, a propósito de um texto caseiro que condena um alegado empurrão político do Primeiro-ministro para a concretização desse intento. Fiquei atónita! A oficialização do crioulo é uma questão política, sim senhor, e deveria ser uma bandeira de todos os partidos políticos, instituições, comunicação social, escolas, etc.
A oficialização da língua cabo-verdiana contribuiria, sim senhor, para o reforço da nossa identidade (isso é crime?…