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Mensagens

Gabo para os amigos

Gabo é o nominho de Gabriel García Márquez, o autor de Cem anos de Solidão, O Amor nos Tempos do Cólera e outras nomeadas. Num jantar com amigos e familiares, recebeu uma repórter da revista brasileira Caros Amigos para uma conversa, o que foi considerada pela publicação nada mais, nada menos do que um furo fantástico. E é, de facto, se lembrarmos que o Prémio Nobel da literatura de 1982 não tem dado entrevistas faz tempo. A conversa aconteceu em Cartagena de Índias, Colômbia, cidade onde García Márques nascera há 80 anos, e não pisara há anos. Transcrevo em baixo umas linhas cheias de encanto da entrevista que García Márques concedeu à jornalista Ana Luiza Moulatlet (Foto).

Respeito sacramental

"(…) Foi um momento único. Afinal de contas, Gabo nem mais telefone quer atender. A única pessoa com quem ainda fala na linha é Mercedes, sua esposa, com quem vive no México. E porque Gabo está de volta? Quem responde primeiro é seu velho amigo Bernardo Hoyos, único a quem ele dedica, entre…

Pontes em mim... o que junta

Tenho uma disposição particular para momentos e atitudes que emergem de encontros. Nesse bojo entram as artes, nas suas múltiplas manifestações, a cultura, em si como matriz identitária, e outras confluências.
Neste momento, percebe-se que a música de Cabo Verde tem sido a variante mais utilizada para a universalização da "coisa" cabo-verdiana. O disco Das Ilhas Mestiças do bandolinista brasileiro Rodrigo Lessa, é exemplo disso. São treze sons musicados num espírito eminentemente marítimo, porque nos transporta de Cabo Verde, mais precisamente do Calango Mindelo (a primeira faixa do disco) para o Brasil, de onde seguimos viagem para Cuba e Caribe.
No disco, Lessa legitima esse diálogo cultural com motivos históricos que, como sabemos, fazem de nós “seres atlânticos”. Um mundo com suas "afinidades e diferenças".
O disco contou com a participação dos cabo-verdianos Toy Vieira e Vaiss. A brisa caribenha do disco surge do trompetista cubano Júlio Padron. E nunca é demais …

Poema de amanhã

(...) - Mamãe!

Sonho que, um dia,
Estas leiras de terra que se estendem,
Quer sejam Mato Engenho, Dacabalaio ou Santana,
Filhas do nosso esforço, frutos do nosso suor,
Serão nossas. (...) ilustração: Mãe preta de Lasar Segall, 1930 poema: Poema de amanhã de António Nunes, 1945

Casas do Sol

Este empreendimento turístico, à semelhança das construções tradicionais cabo-verdianas, fica em S.Filipe-Fogo, anexo ao Centro Sócio Sanitário S.Francisco, numa zona chamada Cutelo de açúcar, onde decorriam, num passado recente, as corridas de cavalo durante a Bandeira de S.Filipe. Quem não vai ao Fogo, há muito tempo, não consegue imaginar o paraíso erguido naquele chão, sem falar dos serviços médicos e das acções solidárias ali desenvolvidas…
Casas do Sol, sobranceiro a um extenso e envolvente mar, inaugura o turismo solidário na Ilha. É um dos projectos da Associação Solidária para o Desenvolvimento (ASD), apadrinhado pelos Padres Capuchinhos, criado para dar sustentabilidade ao Centro sócio – sanitário S.Francisco.
Divulgue esta ideia!

Manuel Lopes

Queria que chegasses, finalmente,
numa manhã qualquer,
– estrela fria de alva ou sol ardente
cujo sorriso bom
me pudesse prender...
Que tivesses o dom
de me encantar e conter
– que valesses o mundo
que sonhei ter... A prosa consequente de Manuel Lopes, hoje, na TCV, no programa Claridade Incandescente, com Pires Laranjeira e Simone Caputo Gomes.

Do cinema

Gosto do Cinema, e alguns cineastas são, para mim, necessários para a tal fruição a que todos nos damos nesse acto de ver filmes. Spike Lee, (foto) por razões técnicas e existenciais, é um deles. Revejo, há dias, O Infiltrado (Inside man), na TCV, e foi fascinante descobrir novos elementos no mar de criatividade a que esse realizador já nos habituou. É difícil, senão mesmo impossível, catalogar os filmes de Spike Lee, mormente este, tão complexa a sua narrativa.
O assalto a um banco surge, à primeira vista, como o trama central do filme. E é de facto uma surpresa perceber que tal mote, que perpassa todo o enredo, é apenas um elemento que nos conduzirá a uma condenação fria e final de um banqueiro americano que se enriquece à custa do Holocausto. O assalto ali é um pretexto de abordagem para outras perspectivas (a do assaltante-protagonista, a do mágico-realizador e a do espectador em reconstituição da trama).
O filme é simplesmente complexo do ponto de vista narrativo. Não espanta que o…

Há poesia no Irão

“Elle rythme notre vie entiére. L´Iran est le seul pays au monde à dresses des mausolées aus poétes! Quand j´allais visiter des villages, les habitants me faisaient leurs demandes en vers. Quand nous entions enfants, ma mére avait un vers pour chaque événement de la vie. Et il y a un jeu en Iran oú les joueurs enchaînent à tour de rôle les vers, en reprenant la dérnière rime... Chez nous, tout le monde se prend pour un poéte!”

Farah Pahlavi, ex-imperatriz do Irão