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Mensagens

Eternidade...

Deveríamos sempre oferecer música aos amigos. Seria uma forma de continuarmos a sê-lo. Um meio de marcar o tempo, as circunstâncias, as horas, e os ventos. E não só de momentos ternos se se cogita; alguns, com o lapidar da vida, são tristes, duros... mas eternos...

Ao amigo (que me lê)

Na nossa amizade o silêncio é um vazio preenchido. Serena, tal como o abraço testemunho dos dias. A noite é mais veloz nos trópicos, já dizia o poeta. Para não mais falarmos do tempo.

Palavras

Tenho algumas, e são minhas, principalmente aquelas que me destes; nos livros, nos discos... em mim. Outras, perderam-se no tempo que não mais temos.

Em busca de um outro cinema

No momento em que se debate o futuro do cinema, dominado hoje pela forma, creio ser pertinente dar a conhecer uma experiência do cinema preocupada com questões espirituais desafiadoras do homem contemporâneo. Refiro-me ao Festival Internacional de Cinema de Alba, nascido em 2002 com o nome Infinity Festival. O certame deste ano contou com a especial presença do Realizador americano Sydney Pollack. The Swimmer (com Burt Lancaster) 1968, The Firm (com Tom Cruise) 1993, Sabrina (com Harrison Ford) 1995, e The Interpreter (com Nicole Kidman) são alguns dos filmes de Pollack que cruzaram e marcaram épocas, dentre dezenas, presentes no evento deste ano. Este festival é temático e, em 2007, os debates giraram à volta do "medo". O medo que sentimos nas nossas vidas, no contacto com o outro, em relação à economia, ao ambiente, à crise energética, etc.
O Festival Internacional de Cinema Alba dialoga, através de valores, com a pintura, a fotografia, a literatura, a música e a filosofia.…

Traduzir-se

Uma parte de mim é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

Uma parte de mim é multidão:
outra parte estranheza e solidão.

Uma parte de mim pesa, pondera:
outra parte delira.

Uma parte de mim almoça e janta:
outra parte se espanta.

Uma parte de mim é permanente:
outra parte se sabe de repente.

Uma parte de mim é só vertigem:
outra parte, linguagem.

Traduzir uma parte na outra parte
- que é uma questão de vida ou morte –
Será arte?

Gullar em mim

Sei que me repito. A matéria da matéria é inalienável, e pouco ou nada muda, dependendo do ínfimo dos ventos. Na permanência da dor, procuro os meus, entre a vida e a morte, onde tu estás...

Traduzir-se (poema de Ferreira Gullar-foto-)
Gullar em mim (a minha declaração de amor)

Cinema, Geo traffic...

Depois da morte do sueco Ingman Bergman(foto), e do italiano Michelangelo Antonioni, associada a outras perdas na sétima arte, instalou-se o debate sobre o futuro do cinema. A arena tem estado aberta a prognósticos: o futuro, os essenciais, quem serão os futuros Buñuel, Bergman, Hitchcock e Godard do cinema? A última edição da revista brasileira Bravo! Aposta em 10 nomes, tendo David Lynch à cabeça. Quentin Tarantino e Pedro Almodôvar fazem parte dessa lista, sendo a argentina Lucrécia Martel (com apenas duas longas) a única mulher do grupo. Um dos fóruns a estender esse debate é a 31ª Mostra Internacional de Cinema em S. Paulo – 19 a 1º de Novembro com 300 filmes em cartaz.

Entre nós

O primeiro e único filme de ficção rodado em Cabo-Verde com a total presença de actores cabo-verdianos e realizado por uma cabo-verdiana tem suscitado debates, e dividido opiniões. As opiniões têm movido por terrenos estéticos, em torno da pertinência do argumento, e um pouco da qualidade narrativa. A actu…

Tcheka lança Lonji

Depois de Argui, e Nu Monda, Tcheka lança Lonji, o terceiro disco de uma carreira de cinco anos. Um trabalho marcadamente acústico, de voz, percussão e guitarra que nos transporta a paisagens reais. Realidades matizadas, recortadas por Tcheka, através de um lirismo poético original. São 14 temas, todos compostos por Tcheka que deixam a nu vivências. Como a faixa Primeru Bes Kin ba Cinema, por exemplo. Lirismo que nos remete à infância deste músico, nascido na Ribeira da Barca.
Lonji foi produzido inteiramente pelo nomeado nome do rock acústico brasileiro, Lenine. De recordar que em Novembro de 2005 noticiamos aqui o encontro desse músico com o Tcheka.
A aposta de Lenine neste artista, que além de produzir Lonji, meteu voz na música Telemóvel, atesta o prestígio de Tcheka fora de Cabo Verde.
Lonji foi gravado em estúdios brasileiros de prestígio como Nas Nuvens e Toca do Bandido, e contou com a participação de nomes sonantes da música desse pais.

Assine esta petição

Um artista da Costa Rica, Guillermo Habacuc Vargas, expôs um cão vadio faminto numa galeria de arte. Ninguém o alimentou ou lhe deu água e morreu durante a exposição. Guillermo Habacuc Vargas foi o artista escolhido para representar o seu país na "Bienal Centroamericana Honduras 2008". Existe uma petição onde é pedido que ele não receba este prémio. Por favor acesse esta página e assine a petição preenchendo o seu nome, e-mail, localidade e país. Acesse também um dos links onde esta história pode ser lida.

Um e-mail assinado por Filipe Moreira da Culturgest.pt

Slow Food em Santo Antão

Há uns tempos, albatrozberdiano fez um post sobre a associação internacional Slow Food, fundada em 1986. No ano passado fiz uma nota sobre o mesmo assunto. O movimento cujas raízes estão em Roma, congrega cerca de 100.000 pessoas no seu seio, e está presente em 104 países e nos cinco continentes. Promove a educação do gosto, luta pela preservação da biodiversidade agrícola, organiza manifestações, publica livros, revistas, e como o próprio nome indicia combate o Fast Food.
Em África, a Slow Food está presente em seis países, e acaba de chegar a Cabo Verde. Um dos seus objectivos é apoiar pequenos agricultores na preservação da produção artesanal de qualidade, garantindo, ao mesmo tempo, o futuro da comunidade local.
O queijo de cabra produzido no planalto da Bolona, em Santo Antão, vai ser o primeiro convivium (expressão da filosofia da associação) da Slow Food em Cabo Verde. Bolona é uma área montanhosa e árida; os queijos são produzidos com técnicas artesanais (com o mínimo de água po…