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Mensagens

Por amor...a Guiné

Um grupo de jornalistas e artistas de Cabo Verde e Portugal participaram com poemas de amor no livro Amar com amor a ser lançado, hoje, em Portugal, evocando o dia de S.Valentim. A iniciativa é da Organização Não Governamental para o Desenvolvimento Saúde em Português. « A ASP quis aproveitar a efeméride para convidar à prática de um acto de amor ao próximo, concebendo uma campanha com esse nome destinada a angariar fundos para apoiar um projecto de três anos na área da saúde que este mês se inicia na região de Bafatá, na Guiné-Bissau » referencia a nota de imprensa.
O acto em si é carregado de simbolismo, porquanto assinala a cumplicidade que ao longo da história existiu entre Portugal, Cabo Verde e Guiné Bissau.
«Com desenhos de António Alves (Portugal) e Tchalê Figueira (Cabo Verde), Amar com amor reúne a poesia dos caboverdianos Vasco Martins, Lay Lobo, Chissana Magalhães, Eileen Barbosa, Tchalê Figueira, Margarida Fontes, Elisa Schneble, Edmir Ferreira e J.H. Brito Pereira. Os poet…

Trilha e thriller

1. Deixamo-nos levar, por vezes, e a estrada nos confunde, por mais dominada que a tenhamos. O bom, é que cada caminhada, ainda que em devaneio, tem as suas luzes e sombras. A cada passo, quando assim nos propusermos, descobrimo-nos a nós, e às pedras. E o destino, sempre intrigante, fica à nossa espera.

2. Já circula pelo mundo uma edição de luxo CD/DVD do Thriller de Michael Jackson, para comemorar os 25 anos daquele que foi um marco na produção de videoclips. Pela primeira vez um realizador, em 1983, desenhou um enredo para um clip de televisão. Só a partir desse lançamento, é que músicos e produtores do mundo todo começaram a se preocupar em ter pequenas histórias narrando as músicas. Antes, não se tinha essa inclinação narrativa e estética da canção na tela. Para muitos, Thriller tem muito de cinema, uma curta-metragem autêntica. Para recordar aqui.

Presságio negado

Hoje, passando pelo quadro horóscopo, num exercicio humano confesso de querer sentir o gosto do porvir, li algo que dizia taxativamente : infelizmente, terá de abandonar uma actividade muito gratificante. Será o blog ? Para exorcizar esse presságio, vim cá, ainda que sem um post. Aproveito apenas para, de forma muito pessoal e companheira, saudar os novos amigos que surgiram na esfera blogueira caboverdiana. E dizer-lhes que continuaremos a ser, orgulhosamente, a turma do cabo verde blog, como sentenciou o café bem gostoso do João Branco.

momento phill

Hoje, este homem fez anos. Nasceu Philip David Charles Collins, em 1951, na Cidade de Londres. Cantou durante toda a vida e isto é de encantar. Esteve sempre ligado a uma banda, em tempo de experimentação e de profissão. Não irei aqui falar dos seus discos, nem da sua carreira, mas realçar a cumplicidade que este sempre cultivou entre a arte e a sua vida pessoal, se quisermos - o cunho existencial da sua música: as tristezas, as alegrias, as conquistas, as perdas… tudo, numa melodia inconfundível. Sons que marcam e perduram : momentos…

Angústia

Tortura do pensar! Triste lamento!
Quem nos dera calar a tua voz!
Quem nos dera cá dentro, muito a sós,
Estrangular a hidra num momento!

E não se quer pensar!... e o pensamento
Sempre a morder-nos bem, dentro de nós...
Querer apagar no céu - ó sonho atroz! -
O brilho duma estrela com o vento!...

E não se apaga, não... nada se apaga!
Vem sempre rastejando como a vaga...
Vem sempre perguntando: "O que te resta?..."

Ah! não ser mais que o vago, o infinito!
Ser pedaço de gelo, ser granito,
Ser rugido de tigre na floresta!

Florbela Espanca

O fazedor de utopias*

«Amílcar Cabral nasceu guineense e cabo-verdiano, numa generosidade pan-africanista que, paradoxalmente, haveria de ser a sua desgraça. Tenho para mim que foi uma das figuras mais interessantes do século XX, uma espécie melhorada (muito melhorada mesmo) de Che Guevara africano. O facto de o seu nome e de a sua obra dizerem hoje tão pouco às novas gerações de intelectuais africanos, e de ser praticamente desconhecido fora do continente, afigura-se-me uma enorme injustiça. Este livro tenta devolver ao grande público essa figura maior de África. Fá-lo numa linguagem jornalística, apoiada numa investigação rigorosa. O facto de o seu autor, António Tomás, ser angolano, não me parece irrelevante. Trata-se de dar a ver um pensador e combatente africano numa perspectiva africana. Algo que teria certamente agradado a Amílcar Cabral.» José Eduardo Agualusa

* A propósito do lançamento na Praia (Spleen Edições) no dia 24 de Janeiro, Quinta-feira.

Da imagem

1. Os jornais da última semana trazem a foto acima que ilustra uma campanha da seguradora Impar relativamente aos seguros das empregadas domésticas. Um sinal de dignidade que um país de Rendimento Médio deve abraçar sem reservas. Lamentavelmente, uma vez mais a publicidade no nosso país falha por recusa. Quantas de nós somos, ou temos empregadas desse estilo ? Mas não iremos alongar mais, até porque é um assunto que já tinhamos abordado em outras jornadas, e que, pelo andar da carruagem, incomoda muito pouco. O facto incontornável é a sua ineficácia. Nisso, temos de estar de acordo.

2. De referir, é o foco e a graça do spot da T+: muito interessante. Deviam era apostar em menos emissões, evitando um possível cansaço de potenciais clientes.