Se perdeu, procure
Se é seu, segure
Se tá mal, se cure
Se é verdade, jure
Quer saber, apure
Quer saber, apure...
Se sobrou, congele
Se não vai, cancele
Se é inocente, apele
Escravo, se rebele
Nunca se atropele...
Se escreveu, remeta
Engrossou, se meta
E quer dever, prometa
Prá moldar, derreta
Não se submeta
Não se submeta...
Pois é, a peremptória Do It entrou no repertório do espectáculo de ontem que Lenine e sua banda proporcionaram ao público do Kriol Djazz Festival. Como o próprio disse, mais cedo no workshop, a presente tournée “está sendo mais banda”, do que o Lenine dos múltiplos ritmos que conhecemos. Tanto assim é, que maracatú, sambinha, cavalo marinho e afoxé só foi mesmo a entrar, ou de permeio, para deixar o gostinho balançado: o rock (muito enraizado, diga-se) perpassava com dura beleza, até no mais sereno das canções, e a banda definitivamente genial (maravilhosa), capitaneada por um "animal" de palco, Lenine. Tcheka também subiu para cantar Lonji, uma música do seu último álbu…