Ando muito sensível e meio desarmada com as coisas ao meu redor. E ontem no lançamento de “NaEsquina do Tempo,Crónicas de Diazá” do Antropólogo Manuel Brito Semedo, o momento foi de especial emoção. O gesto de Brito Semedo “mexeu” comigo e confesso que estes rabiscos serão tudo o que quiserem, menos uma resenha de leitura resultante de uma interpretação rigorosa e objectiva.
Brito Semedo nessa obra mostra-se como um cronista de vidas passadas e de histórias do seu quotidiano homenageando a sua avó, Mãe Liza, a mãe e a filha. Três gerações de mulheres que ajudaram a moldar a sua personalidade, como, aliás, confessa. Mas também a escrita é de lembranças dos lugares e das situações memoráveis vividas com colegas de jornada. A descoberta do cinema (ou será a sua capacidade de transposição?), os marcos convencionais como festas de aniversário e de formatura (numa dialogia entre a ausência e a presença, mais tarde) também atravessam os textos.
Antes de ler tais crónicas, quis saber se as hist…