Já o filme Capote (2005, Bennett Miller) é diferente. Centra, do principio ao fim, na personalidade excêntrica de Truman. Sente-se pouco os assassinos, tão presentes no romance, pouco ou nada se sabe da família assassinada, ao contrário do livro. Foi um caminho escolhido, dentre tantos. A actuação de Phillip Seymour Hoffman é a pedra de toque da narrativa. A fotografia é igualmente muito cuidada. Um dos momentos altos da realização, na minha percepção, é a tensão provocada pelo movimento de câmera no corredor da morte, quando Truman conversa com Perry, pela última vez. Capote é, no meu ponto de vista, o filme que resulta ser visto antes da leitura de A Sangue Frio. Frustra menos.
20 de novembro de 2006
Capote
Já o filme Capote (2005, Bennett Miller) é diferente. Centra, do principio ao fim, na personalidade excêntrica de Truman. Sente-se pouco os assassinos, tão presentes no romance, pouco ou nada se sabe da família assassinada, ao contrário do livro. Foi um caminho escolhido, dentre tantos. A actuação de Phillip Seymour Hoffman é a pedra de toque da narrativa. A fotografia é igualmente muito cuidada. Um dos momentos altos da realização, na minha percepção, é a tensão provocada pelo movimento de câmera no corredor da morte, quando Truman conversa com Perry, pela última vez. Capote é, no meu ponto de vista, o filme que resulta ser visto antes da leitura de A Sangue Frio. Frustra menos.
13 de novembro de 2006
Retalhos
Jackson Pollock
É recorrente o uso do titulo acima neste blog, e acontece, normalmente, quando não consigo encontrar um tema fechado. Terá que ser fechado?! Pergunto, não com pouca frequência. O certo é que quando assim é, desenho retalhos, ou simplesmente confesso-os. Se interessam ou não, é uma outra história. Agradam-me, simplesmente.
Na confusão dos meus retalhos, leio as últimas páginas do Aonde o Vento me Levar, acabado de sair do forno, do jornalista e escritor, Manuel Jorge Marmelo. Serei a primeira leitora, creio. As viagens errantes de M. são proprocionais à quantidade de mundos, meta(físicos) que se nos oferece no romance. Apraz revisitar as cidades dos livros e saber que elas nunca poderão ser como nos livros. Macondo de Garcia Marquez, Praga de Kafka, Lourenço Marques de Francisco José Viegas e Santiago de Cabo Verde de M. só existem nos livros. Sobre o obcessivo amor de M. pela Atla, darei a minha opinião ao autor, no fim da linha, quando tudo ficar mais claro.
Do Brasil, dir-se-ia que do lado esquerdo do peito, recebo 25 anos do Movimento Negro no Brasil, um livro prefaciado por Gilberto Gil que reúne textos e fotografias que ilustram as várias vertentes dessa luta titânica pela igualdade racial naquele pedaço de América. O livro documenta, com fotografias, todos os momentos altos desse combate como O primeiro encontro internacional de arte negra, Kizomba, no Rio de Janeiro e o dircurso de Nelson Mandela, na Praça Castro Alves, Salvador, em 1991. Os autores dos textos são personalidades e estudiosos que lideraram as lutas raciais no Brasil, sob perspectivas diversas.
Os infiltrados de Martin Scorsese
"Os infiltrados não é um de seus grandes filmes; ele não usa a câmera para revelar as dimensões psicológicas e estéticas de todo um universo, como em Caminhos Perigosos, Taxi Driver, Touro Indomável e Os Bons Companheiros. (...) Scorsese tenta fazer com as palavras o que costuma fazer com a câmera, e não chega a produzir o tipo de envolvimento emocional que tornava seus filmes tão exaustivos e, ao mesmo tempo, tão satisfatórios".
The New Yorker citada pela Bravo!
Sobre Oliver Stone, e o seu último World Trade Center, tirando a crítica internacional, li a coluna da Kamia no jornal A Semana. Já agora, faço um pedido público à Kamia. Preciso ver esse filme.
Nesse fim de semana revi o Pollock, com Ed Harris. Desconcertante, doloroso e intenso.
7 de novembro de 2006
Ideologia...quero uma
Leia mais no mínimo
Cabo Verde esteve nesse encontro. O artista plástico Leão Lopes foi mostrar a cozinheiros de todo o mundo o que Lajedos tem. Uma experiência bem sucedida de transformação de alimentos, numa região pobre e isolada da Ilha de Santo Antão. O projecto foi idealizado pelo Atelier Mar, e visa também a crianção de uma economia local, através da promoção e modernização da agricutlura, do artesanato e, mais recentemente, do turismo solidário. Atelier Mar foi uma das primeiras ONG´s surgidas depois da independência e contribuiu, em grande medida, para uma tomada de conciência cultural (endógena) do homem das ilhas.
4 de novembro de 2006
Música
Cabo Verde está de parabéns. A música cabo-verdiana soma e segue. É este o sentimento que me invade depois de assistir ao lançamento de Fragmentos de Ricardo de Deus. Um pianista brasileiro, que reside em Cabo-Verde, desde 1999, e resolveu documentar com Bossa Nova, Lundú, Morna, Jazz e outras viagens, anos de vivências, trocas e energias musicais.Ricardo assume a sua condição de ser musical no Fragmentos – seu primeiro trabalho. Um disco sem selo, porque brasileiro, cabo-verdiano, atlântico… universal. Um trabalho feito por degraus. “Fazer um CD instrumental, independente, não comercial, não é fácil, mas o resultado está aí”, diz.
Fragmentos conta com a participação de uma plêiade de cv músicos e brasileiros e não dispensa a voz. Tété Alhinho canta a Morna Brasileira, composição de Vera Lúcia, esposa do músico.
O músico Djinho Barbosa prefere falar da contribuição estética e académica do Fragmentos e do próprio Ricardo para à música cabo-verdiana, já que ensina na escola Pentagrama. Um artista que merece todo o nosso carinho, acrescenta a cantora Isa Pereira.
Ocorreu-me, também, falar do disco, também instrumental, de Kim Alves – Dança das Ilhas. Um trabalho admirável que demonstra a verdadeira dimensão da música cabo-verdiana. Situa e explora a morna, a coladera, o batuque, o funaná, a bandeira... Outros instrumentistas cabo-verdianos souberam dignificar o ritmo das ilhas, mas creio ser de justiça referenciar a versatilidade e o domínio do conjunto demonstrado por Kim Alves nesse disco.Foto 1 - Omar Camilo
Foto 2 - A Semana
Subscrever:
Comentários (Atom)