11 de abril de 2005

“Common Threads” arranca com música

ExampleComeça no dia 15 do corrente a quarta edição anual da Conferência “Common Threads” sob o lema “Raízes e Unidade: o nosso caminho do futuro”.
Dois populares artistas cabo-verdianos radicados nos EUA, Djosinha e Gardénia Benrós, vão cantar na inauguração do evento no dia 13 de Abril no Sculler's Jazz Club, de Boston. O evento é promovido pelo Consulado de Cabo Verde em Boston e decorrerá de 15 a 17 de Abril em Pawtucket, Estados Unidos.
Natural da cidade da Praia, a cantora Gardénia foi Miss Cape Verde USA e Miss Ocean State e é formada pelo Berklee College of Music.
José "Djosinha" Duarte nasceu em São Nicolau começou a actuar aos oito anos, tem 18 álbuns gravados e foi vocalista do conjunto Voz de Cabo Verde.
Participam na conferência deste ano o Ministro da Cultura, Manuel Veiga, o Cônsul-Geral em Boston e os Presidentes das Camaras de Providence e Pawtucket.
Common Threads é uma iniciativa que surgiu há quatro anos com a preocupação de preservar e celebrar a tradição histórica e cultural dos cabo-verdianos na diáspora, e de toda a sua comunidade transnacional.

commonthreadscv.com

10 de abril de 2005

Família do músico Tom Jobim abre processo por direitos autorais

ExampleAs canções do músico brasileiro, Tom Jobim, considerado o ícone da Bossa Nova e conhecido mundialmente estão envoltas em polémica nos Estados Unidos. A família do artista falecido em 1994 entrou com um processo por violação de contrato e direitos autorais naquele país da América do Norte alegando que muitas de suas composições foram erradamente creditadas aos tradutores que as adaptaram para o inglês. A acção, ajuizada nesta semana num tribunal federal de Nova York, alega que houve quebra de contrato e não pagamento de royalties pelo grupo Universal, por meio da Universal Studios e do Universal Music Publishing Group.
No processo, a família de Jobim afirma que os direitos autorais mundiais de muitas de suas composições foram fraudulentamente indicados como sendo de autoria do tradutor que traduziu as letras originais em português para o inglês. Isso teria ocorrido depois da morte do artista.
A família Jobim quer os direitos autorais de volta, além de um valor desconhecido pelos supostos danos. Segundo os autores do processo, a Universal Studios e suas editoras musicais nunca foram proprietários dos direitos das músicas em questão, e não tinha direito de conceder os direitos a outra pessoa.

Folha Online

8 de abril de 2005

António Jorge Delgado expõe quadros

As surpresas de António Jorge Delgado não se prendem apenas à política, na qualidade de Deputado do Movimento para a Democracia. Arquitecto de formação, e ex. Ministro da Cultura de Cabo Verde também surpreendeu enquanto tal ao figurar como o responsável do sector que protagonizou uma autêntica revolução em termos de construção de infra-estruturas culturais no país.
Desta feita, o homem que não para de surpreender promete brindar-nos com uma exposição de desenhos artísticos que retratam as paisagens nacionais e outras paragens longínquas que, de uma forma ou de outra, fizeram parte do seu mundo. Sabe-se que estas obras têm um quê de íntimo e representam muito para o autor, porquanto, o mesmo confessou a um amigo, certa vez, que “tenho já alguns, mas só mostro-as a pessoas mais próximas”. É um trabalho que o tem vindo a acompanhar ao longo dos anos.
A exposição será, num primeiro momento, inaugurada, brevemente, na Capital, seguido de S. Antão, terra natal do autor.

7 de abril de 2005

Cesária Évora é atracção do Festival Internacional de Jazz de Montreal

CizeO encontro de Cesária Évora com os canadianos será a 1 de Julho na Sala Wilfrid Pelletier na Praça das Artes. O Festival Internacional de Jazz de Montreal já vai na sua 26ª edição e decorre de 30 de Junho a 10 de Julho. Évora vai apresentar em Montreal as músicas do seu mais recente disco "Voz D´amor" que ganhou Grammy e um troféu de Vitória da Música, em Fevereiro de 2004.
Á par do seu sucesso como intérprete, Cesária Évora tem sido uma personalidade muito nomeada a nível internacional. A cantora recebeu, em Paris, o título de oficial da Ordem das Artes e Letras. Foi distinguida num documento assinado a 23 de Fevereiro pelo Ministro da Cultura e da Comunicação, Jean -Jacques Aillagon.
Esta distinção é considerada pela sua Editora como mais uma vitória na carreira de Cesária Évora depois de em Julho de 2003 ter sido nomeada embaixadora da «Luta contra a Fome», no âmbito do Programa Alimentar Mundial.
Nascida a 27 de Agosto de 1941, a «diva dos pés descalços, como também é conhecida, já vendeu cerca de quatro milhões de discos e começou a ser popular na França.

Mega aula de Capoeira no Mindelo

ExampleA Associação de Capoeira Liberdade e Expressão (ACLE) assinala o seu terceiro aniversário com uma mega aula em S.Vicente com a participação de 300 praticantes da Capoeira. O evento está projectado para acontecer hoje ao início da noite na Rua de Lisboa.
Esta Associação foi fundada no Mindelo a 7 de Abril de 2002 pelo mestre capoeirista brasileiro Carlos Xexéu, mas as suas actividades são descentralizadas.
O fundador regozija-se do trabalho que tem feito ao longo desses três anos e é peremptório em referenciar o elevado potencial dos cabo-verdianos para a prática da modalidade
“Estou satisfeito com o trabalho já que a capoeira tem sido bem assimilada em São Vicente de forma espontânea e natural e eu próprio estou surpreendido pela forma como os cabo-verdianos se dedicam à capoeira”, precisou.
A ACLE tem em perspectiva para o corrente ano participações em eventos internacionais e em intercâmbios nas ilhas Canárias, no Senegal e em Cabo Verde.
Em Dezembro prevê-se a realização em São Vicente de um encontro internacional da Capoeira com a presença de mestres de diversos pontos do mundo.

A Capoeira é…

…um misto de luta–jogo–dança; O ritmo e as características do jogo são regidos pelo toque do berimbau, instrumento preponderante na orquestra de capoeira (que inclui também o pandeiro, o atabaque, além do agogô, o reco-reco, o adufe etc.). Os cânticos (às vezes acompanhados de palmas) também têm função importante na determinação do tipo de jogo. É tido como um excepcional sistema de auto-defesa e treinamento físico.
O espaço em que se pratica a capoeira é a roda, um círculo em torno do qual se sentam (ou apenas se agacham) os praticantes. Junto à entrada da roda ficam os instrumentos, com o(s) berimbau(s) ao centro, comandando a roda. Todos os participantes devem saber tocar os instrumentos, de modo que possam revezar-se na função, permitindo assim que todos tenham sua vez de jogar. As palmas são responsabilidade daqueles que assistem, à espera de sua vez de jogar, acompanhando sempre o ritmo ditado pelo berimbau. Todos devem responder em coro aos versos cantados. Uma boa roda de capoeira acontece quando todos os envolvidos, ainda que poucos, estiverem participando com vontade, dando corpo ao acompanhamento musical e aumentando assim a motivação daqueles que jogam.
A Capoeira já foi motivo de grande controvérsia entre os estudiosos de sua história, sobretudo no que se refere ao período compreendido entre o seu surgimento – supostamente no século XVII, quando ocorreram os primeiros movimentos escravos de fuga e rebeldia – e o século XIX, quando aparecem os primeiros registros confiáveis, com descrições detalhadas sobre sua prática.
Com Inforpress/capoeiradoBrasil.com

5 de abril de 2005

Tito Paris actua nas Salinas de Pedra de Lume

Tito Paris
Vai ser uma actuação em grande no dia 4 de Junho. Os preparativos estão a andar. Um mega espectáculo num palco esculpido em sal nas Salinas de Pedra de Lume. Tito Paris concretiza, assim, o sonho antigo de actuar acompanhado por uma orquestra sinfónica e gravar um CD ao vivo.
Esta actividade, segundo a organização, será a primeira de muitas, já que existe um projecto cultural intenso para o sítio. Está-se a trabalhar neste momento nos preparativos de um museu do Sal a ser instalado dentro da cratera de Pedra de Lume. Será um lugar de memória que contará todo o percurso do espaço, e da ilha, enquanto um dos pólos de exploração salineira.
A ideia do museu acompanha o projecto da criação da "Fundação Granosalis". No âmbito da Fundação pretende-se doar toda a salina e a zona circundante à população, avançou-nos Jorge Spencer Lima, um dos integrantes do projecto. As salinas de Pedra de Lume serão, assim, um património de Cabo Verde. O objectivo primeiro, segundo a nossa fonte, é preservar as característica iniciais do espaço e reconstituir todo o trajecto inicial do sítio.
O que se pode constactar no terreno é a construção de um espaço-bar para albergar os centenas de turistas que diariamente visitam o local.

31 de março de 2005

Horace Silver: uma lenda criola-americana

Example
O pianista cabo-verdiano/americano, Horace Silver, fundador do hard-bop foi recentemente galardoado com o Grammy Awards dos grandes do jazz. Essa lenda mundial do jazz é filho de cabo-verdiano, natural do Maio. Nos últimos tempos tem sido muito nomeado entre nós, muito devido à necessidade de um reconhecimento à sua figura. O Historiador, António Correia e Silva, por exemplo, é da opinião de que “se impõe um reconhecido à sua figura, não só pelo seu talento, mas também por ser um símbolo da relação histórica entre os Estados Unidos e Cabo Verde”. No momento em que a nação cabo-verdiana se revê, cada vez mais, na sua diáspora, urge um gesto a esse nível. Uma homenagem que também será de um tempo histórico ligado à pesca da baleia, factor impulsionador da emigração cabo-verdiana para os Estados Unidos.
Horace Silver, apesar de ser uma personagem com uma agenda determinada pelo showbizz, não perdeu a ligação à ilha e aos seus ascendentes, como afirmam as suas composições The Capeverdean Blues e Song for My Father. Ou mesmo a carta que escrevera, em 198o, a um primo radicado na ilha do Maio, que conhecera meses antes numa tournée em Portugal. Testemunhos sobre este pianista de dimensão mundial, será um dos momentos do próximo programa Monumentos e Sítios da Televisão de Cabo Verde dedicado à Ilha do Maio.

Tchalé Figueira expõe em Coimbra

Tchalé Figueira
O artista plástico cabo-verdiano Tchalé Figueira inaugura sexta-feira em Coimbra, Portugal, uma exposição de pintura, que ficará patente até 1 de Maio na Casa Municipal da Cultura.
Organizada no âmbito da geminação entre as cidades de Mindelo e Coimbra, a exposição reúne perto de meia centena de criações realizadas entre 2003 e este ano, algumas delas de grandes dimensões (2x1,5 metros).
O vereador da cultura da Câmara, citado pela Lusa, define a arte de Tchalé Figueira como resultado de "um permanente desassossego, uma inquietação social… uma arte comprometida, com cariz político e ideológico…”
Essa exposição é para Figueira "o espelho da sua visão sobre o mundo e a sua cidade natal". Um olhar sobre o Carnaval, a música, as pessoas, o quotidiano e as intempéries da vida são os temas que dominam a dita exposição.
Tchalé Figueira nasceu em 1953 na Cidade do Mindelo. É um artista multifacetado, com uma carreira emergente na literatura. Já editou três obras de poesia, tendo ontem lançado na Cidade do Mindelo um livro de ficção, intitulado “Solitário”.
A exposição de Tchalé Figueira dá o mote a um programa cultural de intercâmbio entre a Cidade do Mindelo e Coimbra. No final deste mês vai se deslocar a Coimbra representantes culturais da ilha como o Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo, o escritor Germano Almeida e os músicos Baú, Voginha e Vasco Martins.

Salamansa desafia a história

Example
Após 15 dias de escavações começam a surgir os primeiros sinais de presença humana na aldeia pescatória de Salamansa, em S.Vicente, anterior à data historicamente conhecida.
Presume-se que há cerca de 300 ou 400 anos terá havido presença humana nesse sítio.
A grande novidade, que pudemos acompanhar pela TCV, numa reportagem de Eduíno Santos, é o surgimento de uma casa, uma estrutura até hoje totalmente desconhecida. Os arqueólogos que estão a trabalhar na escavação do espaço conseguiram recuperar uma parede de uma casa que deveria ter uma planta rectangular, idêntica a casas que ainda existem em Santo Antão. “Deveremos estar perante o primeiro e mais antigo vestígio da colonização da ilha de S.Vicente que remonta não ao século XVIII, mas ao início do século XVII”, afirma o professor Luís Cardoso.
O Presidente do Instituto Nacional de Investigação e Promoção Cultural (INIPC) Carlos Carvalho, disse que a instituição, em parceria com a Câmara de S.Vicente, vai traçar medidas de protecção da zona.
Os artefactos encontrados, segundo apurou Eduino Santos, serão levados para Portugal para serem datados e estudados.

30 de março de 2005

Marca jesuita na Cidade Velha

Example
A Praça do Pelourinho, na Cidade Velha, foi hoje palco da apresentação do 1º projecto fórum Unesco/Universidade Jean Piaget. A apresentação centrou-se na definição do sítio e da intervenção arqueológica da primeira capela construída em Cabo Verde e do Colégio dos Jesuítas na antiga Ribeira Grande. O Acto contou com a presença da Direcção arqueológica da Universidade de Cambridge. Foi uma viagem aos anos de 1460. Na Cidade terá sido construída a primeira capela dos trópicos. Na área onde se ergueu a capela, existem igualmente vestígios de um colégio jesuíta. Estas e outras verdades vão ser desvendadas através de uma escavação a ser conduzida por Cristopher Evans, da Universidade de Cambridge – Londres, e Constantino Richter do Fórum UNESCO. Este último por estar ligado à Universidade Jean Piaget irá envolver os alunos daquela Instituição no projecto.
O espaço, pelo peso da história que carrega, poderá ser mais um factor impulsionador da inserção da Cidade Velha, em termos práticos, na rota mundial. O terreno a ser escavado por ser privado, terá de ser antes expropriado.

Rep: Rosana Almeida

28 de março de 2005

Manuela Jardim entre nós

Example
Encontra-se em Cabo Verde a artista plástica guineense Manuela Jardim. A artista veio à Praia para contactos com as autoridades da cultura, da educação e da edilidade do Tarrafal, na tentativa de materializar a ideia de expor as suas telas numa exposição temática intitulada “Mar de afectos”, e de promover o seu projecto de pesquisa sobre os panos de terra de Cabo Verde.
Manuela Jardim, 53, nasceu na Bolama, e ali permaneceu com os pais até os 8 anos. Depois disso, quando falece a sua mãe muda-se para Lisboa. Nunca mais regressou ao seu país natal, mas a memória desse passado é patente nas suas obras que numa mistura de cores, interpreta a mestiçagem, e a confusão de momentos que tem sido o continente africano.
Foi em Portugal que decidiu seguir o caminho da arte, muito devido à influência de seus familiares da Madeira (Ilha de seu pai) que gostavam da pintura.
É autora de um selo e de um bloco filatélico comemorativo da visita do Papa a Guiné. No seu currículo contam inúmeras exposições colectivas, em Portugal e no estrangeiro.
Manuela Jardim pretende expor os seus quadros, em Cabo Verde, algures em meados deste ano e no quadro das celebrações do 30º Aniversário da Independência Nacional, que, segundo fontes autorizadas, terá uma forte componente de exposições de artes plásticas e visuais.

Viriato Gonçalves: o cronista da dor

Viriato de Barros "O Menino do Campo" é o título do segundo livro de Viriato Gonçalves. Um livro de crónicas que versa sobre as experiências e os condicionalismos da vida das pessoas. O livro é também uma viagem indelével aos valores da nossa cultura: um olhar atento às pequenas coisas, pessoas e lugares. Foram precisos, segundo o autor, vários anos para escrever essa obra.
A obra funciona para o autor, como uma forma de exorcizar o passado. “Menino do campo”, segundo Viriato foi uma expressão que desde a infância o acompanha. E este livro, do seu ponto de vista, é apenas uma parte desse mundo. Há outras coisas igualmente interessantes a serem retratadas, a seu ver. A importância da educação; a emigração; as religiões e a intolerância colonial, tudo isso são aspectos interessantes do livro.
Para entrar no âmago da obra de Viriato Gonçalves, talvez seja imperativo ler esse trecho que ele deixa na primeira pessoa numa entrevista concedida à cvmusicworld:
“Eu vivi os meus primeiros 33 anos debaixo de um sistema colonial de opressão e dominação. Sofri na pele toda essa dor. Fui rejeitado na escola da minha ilha e da minha cidade. Acompanhei o drama da minha família. Perdi uma irmãzinha, porque o médico recusou-se a atendê-la. A minha irmã não foi para a escola, porque o meu pai não podia custear os seus estudos na Praia ou em S.Vicente. Vivi ao lado de pessoas que morriam de fome, miséria, doenças e mal nutrição. Disse adeus “aos contratados” no momento de sua partida para as roças de S.Tomé e Príncipe, de onde muitos deles nunca regressaram.”
Viriato Gonçalves considera o seu livro “rico e culturalmente denso”. Os lugares revisitados pela obra são Fogo, Santiago e Brava, mas também retrata pessoas de outras ilhas e suas peculiaridades. Aí reside, portanto, a dimensão da obra, cujo lançamento aguardamos aqui no país.
Viriato Gonçalves é natural da Ilha do Fogo e reside nos Estados Unidos. Em 1987 escreveu “Grito”, um livro de poemas que traduz momentos de frustração da dor e do sofrimento das pessoas. Já participou em três antologias, Odisseia Criola, A Travessia do Atlântico, e uma antologia com poetas brasileiros, cabo-verdianos e açorianos.

26 de março de 2005

Africa continua a marcar presença no PercPan

Example
Um colectivo que utiliza instrumentos próprios da República Democrática do Congo e uma banda de hip hop da Tanzânia são as duas atracões africanas do Panorama percursivo Mundial (agora rebatizado Tim PercPan), evento internacional dedicado à percussão que neste ano – seu 12º - acontece na terra natal Salvador e no Rio, Brasil.
Idealizado desde seu início, em 1994, pela socióloga Beth Cayres, o festival será montado nos dias 7 e 8 de Abril no teatro Carlos Gomes, e nos dias 9 e 10/4 no teatro Castro Alves, em Salvador.
Além de artistas brasileiros como Adriana Calcanhoto, Gilberto Gil e outros, o evento conta este ano com as presenças internacionais de Konono Nº1 (Congo), Fanfare Ciorcalia (Romenia), On Fillmore (projecto de Glenn Kotche, do Wilco) e X Plastaz (da Tanzânia).
A curadoria do festival é assinada, além de Cayres, pelo antropólogo Hermano Vianna e pelo jornalista espanhol Carlos Galilea, crítico do "El País".
Participam no Percpan artistas de várias partes do mundo que fazem música não-convencional. Uma premissa que, segundo a organização do evento, “não são músicas para se ter "peninha" e achar boas porque são feitas por gente de países pobres. São músicas boas”.
Dos países africanos de língua oficial portuguesa já participaram no Panorama Percussivo mundial o angolano Don Kikas, a cabo-verdiana Cesária Évora e o grupo guineense Tabanka Djazz.

Com a Folha