Avançar para o conteúdo principal

Mais um disco de Beto Dias


O quarto CD a sólo do artista cabo-verdiano, Beto Dias, já está entre nós. ”Quase Perfeito” é o título. Um disco de 10 faixas essencialmente romântico que desnuda um artista sentimental e firme nas suas composições. Uma firmeza que também encontrou tradução na expressão vocal do artista.
Neste disco Beto Dias segue a sua linha habitual interpretando funaná, kolazouk e música lenta, todas da sua autoria.
Beto Dias do seu nome próprio Alberto Dias vai estar provavelmente no final do mês de Setembro em Cabo Verde para a divulgação do seu mais recente álbum, “Quase Perfeito”. O álbum chegou a Cabo Verde esta semana e já é presença frequente nas rádios nacionais. “Quase perfeito” é para Beto Dias mais um passo na busca incessante da perfeição, ainda que seja inatingível para o artista. Em entrevista a partir de Holanda à RCV, Dias, assumiu este axioma como parte do percurso do artista e da sua obra.
Neste disco, Beto dias prioriza ritmos como funaná, música lenta, colazouk de que a música “Quase perfeito” é exemplo acabado.
A produção deste trabalho esteve a cargo de Manuel da Silva da Kings Record, a produtora oficial do artista, e a qualidade dos arranjos, além de Dias contou com o forte empenho do baixista Danilo Tavares, o companheiro de sempre de Beto Dias desde as andanças do grupo “Rabelados” que deu o seu último espectáculo em Cabo Verde em 1996.
A contribuição de Beto Dias para a música cabo-verdiana na diáspora, vem desde a década de 80. Dias foi um dos fundadores do grupo “Rabelados”, um dos primeiros conjuntos da diáspora que, sem complexos, assumiu e trouxe ao público destas ilhas o funaná estilizado como marca.
Beto Dias conta já com quatro discos, a solo, “Sodadi”, “Sol Harmonia e Fé”, “Nós 2”, e “Quase Perfeito”. Os seus trabalhos com marca de originalidade com relação a alguns artistas jovens, residentes na diáspora, são esperados e apreciados por jovens e adultos. A cada lançamento, Beto Dias brinda o público cabo-verdiano com a sua voz firme e bonita e com composições que tocam a alma do mais simples camponês ao mais exigente dos cosmopolitas. O Jovem artista cabo-verdiano nasceu na Ribeira das Pratas no Concelho do Tarrafal, Ilha de Santiago e reside na Holanda há mais de duas décadas.

Margarida Fontes ( Num domingo, num momento, num lugar... )

Comentários

Mensagens populares deste blogue

CODÉ DI DONA: 1940-2010

Codé di Dona tem um perfil de funaná que cativou a atenção da nação” disse Eutrópio Lima da Cruz em entrevista à TCV.

Todos são unânimes em considerar Codé di Dona (1940-2010) como uma das figuras incontornáveis do funaná, género musical outrora confinada à Ilha de Santiago, hoje com ressonância universal.

Compositor de músicas definitivas do repertório nacional, como “Febri Funaná”, “Fome 47”, “Praia Maria”, “Yota Barela”, “Rufon Baré” e “Pomba”, entre dezenas de outras, Codé di Dona emocionou os cabo-verdianos, ao longo de uma meteórica vida artística, com a singularidade das suas melodias e a poesia das suas letras. A composição “Fome 47”, só para citar um exemplo paradigmático, constitui uma imensa referência sobre uma das realidades históricas mais marcantes de Cabo Verde: a estiagem, a fome e a emigração para São Tomé e Príncipe. A imagem da partida do navio “Ana Mafalda” faz parte do imaginário colectivo dos cabo-verdianos, tanto que essa música é entoada, como um hino, pelos se…

HISTÓRIA, Dire Straits... uma dentre tantas outras da minha banda preferida

Com uma harmonia perfeita de guitarra, teclados, bateria e músicas originais o DIRE STRAITS coloca o seu nome na história como uma das maiores bandas de todos os tempos.
Tudo começa quando os irmão Mark e David Knopfler resolvem formar uma banda de rock um tanto diferente das demais (pois estavam na época da plenitude do punk rock). Até então MK já tinha tido outras experiências em outras bandas (na época de formação da banda MK era um professor de inglês) e DK era funcionario público. David(guitarra), Mark(guitarra e vocal), John Illsley(baixo) e Pick Withers(bateria) que se integraram ao grupo, formaram uma banda chamada Cafe Racers que mais tarde passou a se chamar DIRE STRAITS. Juntos fizeram uma demo que incluia um, até então, futuro sucesso do grupo "Sultans of Swing", mais tarde assinaram com o selo Vertigo e conheceram Ed Bicknell que seria o empresária da banda brevemente. Logo lançaram em 1977 o seu primeiro álbum que intulava-se com o nome do grande sucesso da ban…

Depois da Bandeira

1. SÃO LOURENÇO continua a ser um dos lugares mais agradáveis da Ilha do Fogo. O cemitério casado com a igreja e a casa paroquial; um lugar quase ermo, com a cara voltada para o mar, e um punhado de terra no ventre. Terra boa que d...eu bons filhos à ilha. Nesse cemitério, sob a imagem de uma pirâmide, mesmo à entrada, fica a campa do médico e escritor, Henrique Teixeira de Sousa, natural de Outrabanda, freguesia do Santo. Dois passos à frente descansa eternamente Padre Fidelis Miraglio, o eterno pároco de S.Lourenço e um dos primeiros Padres Capuchinhos italianos a pisar Cabo Verde. Na residência paroquial, mesmo ao lado, vive outro pastor de S.Francisco: Padre Camilo Torassa, italiano, filho de Cuneo, a viver entre Fogo, S.Vicente e Brava há mais de 50 anos: apesar do mal que lhe aflige os olhos e as pernas, a lucidez o acompanha. Éramos quatro adultos e uma criança, e fomos expressamente a São Lourenço para o visitar. Conversa vai, conversa vem, desafiou a um dos visitantes que co…