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Mensagens

A mostrar mensagens de Abril, 2009

Momentos

Nancy Vieira ontem à noite na Zuiderpershuis (Antuérpia - Bélgica)

foto: Jan Dirkx

O teu riso

Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.

pablo neruda

Poesia (é fundamental)

Todos os professores deviam ser poetas, porque o conhecimento que não passa pelo coração pode ser perigoso.

In, série Water

23 de abril é dia do professor cabo-verdiano (um abraço reconhecido a essa brava gente, não esquecendo aqueles que, em retiro das suas casas, gozam a reforma de uma vida a partilhar...)

Longe da caravana

Cada dia é novo para 'as histórias' do Isaque.

nelas todos crêem,

a máscara convence a caravana (que passa).

Até o dia

que de um sorvo 'dessas histórias'

se adule,

e mate a sua alma de verme.

pura eu

Simultaneidades

- Eu amo o mundo! Eu detesto o mundo! Eu creio em Deus! Deus é um absurdo! Eu vou me matar! Eu quero viver!
- Você é louco?
- Não, sou poeta.

Mário Quintana, in nota pura: um dos meus loucos preferidos

A informação e a opinião dos inspirados

Senti-me empurrada a este post depois do redemoinho provocado pela notícia do suposto regresso de Carlos Veiga à liderança do Movimento para a Democracia. Uma notícia que peca por leveza de informação e falta de rigor factual que induzam a um esclarecimento cabal dos leitores menos incautos. É a esse trabalho, quero crer, que uma notícia/ reportagem se deve dar, sob pena de se começar a desviar e criar novas modalidades de informação assentes em boatos, fontes plantadas e simulações de parte a parte. Os mais interessados foram logo, excitadíssimos, tecendo elaborações pessoalíssimas, sob pretexto de crónicas, sem conseguir igualmente convencer das suas reais cartadas, ou se quiserem, sem acrescentar nada àquilo que até agora não se conseguiu noticiar: Carlos Veiga irá ou não assumir o comando do partido? Uns escrevem que Carlos Veiga é peso pesado; outros afirmam que a boa governação do PAICV está a assustar o adversário. Tudo isso pode corresponder à realidade, não pretendo contraria…

Isa, a nova Konfidente

Chamam particular atenção os artistas que com o seu trabalho tentam e conseguem atravessar as ilhas, pressentir a sua diversidade, e transmitir os diferentes “cheiros” que todo o aglomerar de gente porta em si. Não se trata de um axioma das artes, é certo, mas merece um olhar diferenciado quem a isso se propõe, e com apurado senso estético.

Kriola EnKantu (com K maiúscula), o primeiro CD de Isa Pereira fez esse caminho, como poucos, até porque o kantu dedicado às ilhas todas, incluiu Santa Luzia, a deserta e quase sempre esquecida dentre as demais. As brisas e as ondas dos mares de Santa Luzia podem agora ser “sentidas” em forma de música, num apelo da artista à preservação da flora e fauna da ilha.

Não falarei da qualidade musical (e artística) do disco sob os arranjos e direcção musical de Hernani Almeida, nem da conseguida maturidade de intérprete de Isa. São dados do disco.

A surpresa, diria, é a extrema generosidade da cantora que não teve receios em trazer para “a arena” num disco …

Vigilia...

Porque é que esta noite é tão diferente das outras?

disse Maria ao pressentir o beijo de Judas...

Da paixão (pascoalina)...

"Senhor, fazei que eu procure mais consolar do que ser consolado, compreender do que ser compreendido, amar do que ser amado. Pois é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna."

São Francisco de Assis

Beto Dias: totalmente di nós...

Nos finais dos anos 80, a revolução do funaná ocorrida em Cabo Verde origina na diáspora cabo-verdiana, concretamente na Holanda, um “novo movimento ou estilo” e um dos “artífices desta nova revolução”, como escreve Carlos Filipe Gonçalves no seu livro Kab Verd Band, é “Rabelados” com Beto Dias.

De lá para cá, muita coisa aconteceu, inclusive a desintegração da banda, mas Beto Dias continuou na estrada, sem fugir em essência do seu propósito musical: cantar o seu torrão natal na sua complexidade arquipelágica e diaspórica, com emoção, simplicidade; cantar a vida como ela é com o seu amor e desamor e homenagear as lutadoras mães das ilhas, temática aliás que bem o caracteriza. É tudo isso que Dias tem feito nos seus 21 anos de carreira, e o que acaba de fazer no seu último álbum intitulado “Totalmente di bó”.

Balada, (a morna no Rithm Blues – segundo Kab Verd Band), o funaná que vai lembrar sempre Rabelados porque orquestrado por Danilo Tavares, baixista e arranjador do extinto grupo, e …

DOCTV CPLP é apresentado hoje na Praia

Hoje, às 18 horas, vai ser apresentado no Palácio da Cultura, no Plateau, o pólo nacional do I DOCTV CPLP. O programa tem por finalidade fomentar a produção de documentários independentes nos países de língua portuguesa, e prioriza temáticas contemporâneas que versam sobre a cultura. O financiamento do programa é uma responsabilidade partilhada entre os governos brasileiro, angolano e português, através de instituições audiovisuais e culturais, sendo esta modalidade, na verdade, um desdobramento do DOC TV Cultura, iniciativa dessa estação pública brasileira e restrita àquele país.

Hoje, o programa será conhecido e estará aberto aos projectos de autores e produtores de documentários formalmente ligados a uma produtora independente. A inscrição deve ser feita via Internet, no sitio www.ica-ip.pt, mas a selecção será feita pelo pólo nacional, no caso de Cabo Verde, composto pelo Ministério da Cultura/ e ou educação, a RTC e a Universidade Jean Piaget, que irão constituir-se em comissão de…

Lenine na Praia (totalmente demais)

Se perdeu, procure
Se é seu, segure
Se tá mal, se cure
Se é verdade, jure
Quer saber, apure
Quer saber, apure...

Se sobrou, congele
Se não vai, cancele
Se é inocente, apele
Escravo, se rebele
Nunca se atropele...

Se escreveu, remeta
Engrossou, se meta
E quer dever, prometa
Prá moldar, derreta
Não se submeta
Não se submeta...














Pois é, a peremptória Do It entrou no repertório do espectáculo de ontem que Lenine e sua banda proporcionaram ao público do Kriol Djazz Festival. Como o próprio disse, mais cedo no workshop, a presente tournée “está sendo mais banda”, do que o Lenine dos múltiplos ritmos que conhecemos. Tanto assim é, que maracatú, sambinha, cavalo marinho e afoxé só foi mesmo a entrar, ou de permeio, para deixar o gostinho balançado: o rock (muito enraizado, diga-se) perpassava com dura beleza, até no mais sereno das canções, e a banda definitivamente genial (maravilhosa), capitaneada por um "animal" de palco, Lenine. Tcheka também subiu para cantar Lonji, uma música do seu último álbu…

A magia dos Festivais (da socialização)

Nos dias que correm uma cidade em afirmação (ou em transformação) e em busca de novas formas de socialização, caracteriza-se muito pela promoção de festivais temáticos (com realce no local), sobretudo pela dinâmica que essas iniciativas conseguem empreender. Os activos social e cultural que envolvem o espírito de um festival desse tipo (aqueles com proposta, como Kriol Djazz Festival) contam muito e traduzem-se em encontros e descobertas, a vários níveis. Esse tipo de eventos capta determinados perfis de músicos, de artistas e de público, ajudando com o tempo a criar circuitos reconhecidos fora e dentro do território. É um investimento que pode custar à primeira, até porque não se ganha financeiramente, mas o resultado no tempo vale a pena. Aliás, diria, ser essa tendência mais um dos subtis resultados da tão propalada globalização: o Kriol Djazz Festival é local, criolo, di terra, ainda que sob uma movida tão global como é o caso do Djazz.

Vida longa, portanto, ao Kriol Djazz Festival…

Toda Sexta-feira

Bello Veloso Toda sexta-feira toda roupa é branca
Toda pele é preta
Todo mundo canta
Todo céu magenta
Toda sexta-feira todo canto é santo
E toda conta
Toda gota
Toda onda
Toda moça
Toda renda
Toda sexta-feira
Todo o mundo é baiano junto

nota pura: bom fim-de-semana (com o santo e muita música junto); para "nóis" de cá não faltará djazz, ou melhor, kriol djazz festival! Enjoy, malta...

A abrir…

Esta quinta-feira, 2 de Abril, o Hotel Praia-Mar recebe o concerto de Yuri Buenaventura, como abertura do Kriol Jazz Festival, com início às 22h.

Natural da Colômbia, Yuri Buenaventura navega pela salsa e outros ritmos latino-americanos. Iniciou a sua carreira em meados dos anos 90 e de lá para cá gravou cinco discos: “Rueda de Casino” Herencia Africana”, “Yo Soy”, “Vagabundo”, “Salsa Dura” e “Cita con la luz”, o mais recente, de 2008. Um espectáculo a não perder, que dá o tom com que o festival vai decorrer no próximo fim-de-semana.


fonte: Assessoria de Comunicação
Kriol Jazz Festival