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Lenine na Praia (totalmente demais)


















Se perdeu, procure
Se é seu, segure
Se tá mal, se cure
Se é verdade, jure
Quer saber, apure
Quer saber, apure...

Se sobrou, congele
Se não vai, cancele
Se é inocente, apele
Escravo, se rebele
Nunca se atropele...

Se escreveu, remeta
Engrossou, se meta
E quer dever, prometa
Prá moldar, derreta
Não se submeta
Não se submeta...














Pois é, a peremptória Do It entrou no repertório do espectáculo de ontem que Lenine e sua banda proporcionaram ao público do Kriol Djazz Festival. Como o próprio disse, mais cedo no workshop, a presente tournée “está sendo mais banda”, do que o Lenine dos múltiplos ritmos que conhecemos. Tanto assim é, que maracatú, sambinha, cavalo marinho e afoxé só foi mesmo a entrar, ou de permeio, para deixar o gostinho balançado: o rock (muito enraizado, diga-se) perpassava com dura beleza, até no mais sereno das canções, e a banda definitivamente genial (maravilhosa), capitaneada por um "animal" de palco, Lenine. Tcheka também subiu para cantar Lonji, uma música do seu último álbum que leva a voz do músico brasileiro.

De recordar, que Lenine veio a Praia depois de uma longa tournée pela Europa assinalando os seus 25 anos de carreira, e promovendo o seu CD de originais intitulado Labiata. O título nasce de uma relação análoga que o artista estabelece entre a leveza e a resistência dessa orquídea e a música brasileira.

Nota...

O terceiro e último dia do Kriol Djazz Festival foi cancelado, devido a transtornos com vôos, ficando os grupos Bau e Voginha, Mário Canonge e Ralph Thamar, Regis Gizavo sem actuar.

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