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Mensagens

A mostrar mensagens de Novembro, 2010

Comunicar com Ética

O mundo político procura a sua via entre um ideal da argumentação cooperativa inatingível no plano prático, mas justo no plano ético, e a renúncia à eficácia bem real, mas inaceitável, das técnicas de propaganda e de manipulação da opinião.
Philippe Breton e Serge Proulx, in: (A explosão da comunicação)


1. A frente propagandística montada pelo Governo não para de surpreender. Sem falar das incontornáveis ladainhas infra-estruturais, e outros "imponderáveis"… há dois dias seguidos que somos brindados na TV Pública (com as responsabilidade do autor devidamente salvaguardadas?!) com curtas publi-reportagens (a passos largos das eleições, nota-se) a seguir ao Jornal da Noite. Não se conhece ainda a dimensão da investida, (será diária?) apenas vê-se que começou com as obras da Secretaria de Estado da Juventude: com a clara intenção de atingir a maioria do eleitorado do país: os jovens! Uma bela democracia!

2. O televisor sem som é um belíssimo quadro,,, (CAZUZA)

A Crioulização, o Candidato e os dias

A música (e as suas nuances) vem sendo um factor primordial na internacionalização de Cabo Verde. Esse fenómeno dá-se de formas diversas, quer pelos músicos cabo-verdianos que levam o nome do país para os quatro cantos do mundo, quer pelo encanto que amiúde a nossa música vem despertando entre as pessoas (artistas, inclusive) por esse mundo ao longe. No caminho encontramos vários casos.

Desta feita, escolhemos falar de ATIM (foto): um jovem marroquino nascido em França que convive durante toda a vida com cabo-verdianos. Por causa dessa convivência, Atim conseguiu não apenas dominar perfeitamente o crioulo, como também inclinar-se completamente para uma “vida artística crioula”. Ou seja, grava o seu primeiro disco com músicas cantadas grande parte em crioulo, com músicos também quase todos de Cabo Verde, e como título para o seu disco de estreia exibe “Tudo pa Bó”: um título que diz tudo, afiança.


A última música do CD de 19 faixas é um Funaná, e será certamente o sinal mais indelével…

Chico é prémio PT 2010

(…) A MEMÓRIA É DEVERAS um pandemónio, mas está tudo lá dentro, depois de fuçar um pouco o dono é capaz de encontrar todas as coisas. Não pode é alguém de fora se intrometer, como a empregada que remove a papelada para espanar o escritório. Ou como a filha que pretende dispor minha memória na ordem dela, cronológica, alfabética, ou por assunto (…)

Este é um passeio pelo enredo de “Leite derramado”, último livro de Chico Buarque. Quando terminei de o ler balbuciei para os meus botões: espectáculo! Assim reajo quando um livro me extravasa as expectativas. As latitudes que me prenderam: a forma como o autor conta o percurso de um país, (O Brasil) através das memórias de um velho aristocrata decadente, num monólogo absoluto, nele despontando a narrativa.

Num leito do hospital do Rio de Janeiro, um velho da linhagem D`Assumpção, genealogia de família tradicional, resiste em desperdiçar os seus últimos dias como um anónimo e decide contar as suas lembranças a quem o quisesse ouvir - os médi…

O jornalismo e as legislativas de 2011

1. Os dois maiores partidos cabo-verdianos estão, há meses, em campanha eleitoral valendo-se, ambos, de todos os meios a seu dispor: tempos de antena, comícios, festivais, inaugurações, programas institucionais na televisão, facebook, autodoors, tudo… Sobre este momento particular do cenário político nacional (os dois partidos se declararam publicamente em campanha), nunca se ouviu uma única palavra (pedagógica que seja) da Comissão Nacional de Eleições.

2. Por esses dias, entretanto, essa mesma comissão está a ministrar uma formação à classe jornalística. A ideia, segundo a presidente da CNE, é ajudar os jornalistas a melhor fazerem o seu trabalho que, segundo diz, não se trata apenas de informar, mas também orientar as pessoas para o voto consciente. O facto é que os jornalistas já começaram a perder terreno no seu desafio de “orientar”, senhora presidente, simplesmente, porque os cidadãos cabo-verdianos já estão a ser bombardeados por quezílias eleitoralistas, antes da hora, pelos …

SETEMBRO

Repentina trovoada de Setembro
e depois chuvas exaustas;
ainda na praia a corrida
juvenil das ondas;
o abandono dos medronhos caídos
e um súbito olhar grave dum filho de dois anos;
vinhas que sangram,
uvas caminhando para o seu fim;
algumas folhas que descem
e as árvores, como as flores, esperando
a partida silenciosa dos insectos
e o sopro de uma breve chegada.

António Osório

Filhos da diáspora...

Interrompe a universidade onde fazia um curso de gestão de empresas, sem, no entanto, desligar-se do mundo musical que conheceu na adolescência; dá um tempo nos estudos, grava o seu primeiro single, e ruma a Cabo Verde para conhecer a terra dos pais, e apresentar-se aos crioulos no show do Akon.
Falamos de Chris Barbosa, um filho da diáspora, mais concretamente dos Estados Unidos. Os pais são do Fogo, e ao contrário do tendencial, Barbosa é pouco fluente em crioulo.
O primeiro CD do jovem músico intitulado “Grown” estará pronto ainda este mês. Um CD que nasce de um laboratório de emoções musicais protagonizado por Barbosa e outros jovens americanos: Fine Print Music, um projecto de escrita e catalogação de composições para géneros, estilos, e ritmos variados.

“Meu primeiro álbum... sairá entre 15 e 17 de Novembro... nessa semana. Já tenho um single com três canções: "Hear that song", "So fine", e "Dance with me”, o mais novo. Vai ser um bom álbum, terá uma…