4 de outubro de 2010

Emancipate yourselves


























Provoca imensa confusão acompanhar análises de alguns comentaristas nacionais, entenda-se, cabo-verdianos, inseridos neste Continente, o africano, que passam a vida a referir que isso ou aquilo está a ser defendido por grandes analistas europeus e americanos, e que por esse motivo são situações dignas de crença e abraço.

Nós, mortais crioulos, alguns com acesso àquilo que dizem os analistas lá fora, queremos ouvir e fazer o nosso juízo a partir daquilo que o digno comentarista nacional formula; olhares construidos de um comentarista que não se deixa abalar por aquilo que se escreve ou se diz nos jornais, televisões, ou "grandes" agências internacionais.

Apenas para reforçar que o debate sobre a “invasão” chinesa vers l´afrique precisa ser tematizado e esmiuçado, de forma desabrida, à luz das vontades locais, nacionais, e regionais, e não estribado no desespero de analistas, crenças e governos europeus que temem perder o seu quinhão africano. Em relação a um país como Angola, por exemplo, onde a investida chinesa foi uma opção clara, li e apreciei algumas vozes críticas sobre o assunto, e não eram meras reproduções daquilo que se escreve em jornais "da metrópole".

"Pensar com as suas próprias cabeças" foi o grande desafio de Amílcar Cabral àqueles que sonharam e ainda sonham com uma descolonização plena. "Emancipate yourselves from mental slavery", porque "None but ourselves can free our minds", entoou, mais tarde, Bob Marley.

2 comentários:

Redy Wilson Lima disse...

Assino por baixo. Não sei se já reparou que esse pessoal nunca cita nenhum intelectual contemporâneo africano.

pura eu disse...

Claro que já reparei!!! Reparo nisso todos os dias. De modo que nesses comentários, fica-se muito por dizer e perceber.... e assim caminhamos.