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Os Zemidjans de Cotonou














Em Cotonou, capital económica de Benin, o frenesim dos moto-taxistas é uma realidade que se impõe ao visitante ao primeiro olhar. São claramente a opção para o transporte público na cidade. Designados de zemidjans, os moto-taxistas rodam a chifra de 80 mil, e constituem uma importante força eleitoral. Os 14 candidatos para as eleições presidenciais de 6 de Março no Benin sabem disso, e durante o período de campanha, esses homens ambulantes transformam-se em verdadeiros “chouchous” para os políticos.

Os zemidjans estão filiados em centenas de sindicatos, mas durante a época eleitoral organizam-se em  movimento político e declaram o seu apoio a partidos e candidatos. É o caso de AMICALE, um dos movimentos que congrega no seu seio mais de 10 mil zemidjans, e que já manifestou o seu apoio ao candidato da oposição da coligação União faz a Nação, Adrien Houngbedji.

O presidente cessante, Boni Yayi, conta com o apoio de Mouzebe, (Movimento dos zemidjans por um Benin emergente) outro movimento bastante expressivo.
O candidato da aliança ABT, Abdoulaye Bio Tchané, também tem a sua parcela de apoio considerável no seio dos zemidjans.

O pulsar

A data das eleições presidenciais no Benin foi transferida de 27 de Fevereiro para 6 de Março. O conflito ligado à LIPE – (Lista eleitoral electrónica permanente) domina o debate. Mais de um milhão de não inscritos (10 porcento do eleitorado) levanta o fantasma da fraude. Hoje, os 11 partidos que apoiam o candidatura de Adrien Houngbedji, fizeram uma marcha até ao Tribunal Constitucional, como sinal de protesto. A oposição pede uma nova alteração da data das eleições. Não são poucos os receios sobre o desenrolar do escrutínio de 6 de Março. As eleições acontecem sob o olhar vigilante de observadores internacionais, acto enédito na democracia beninense.

De Cotonou.

Comentários

Fatima disse…
Não sabia!
Muito obrigada pela partilha.
Bjs.
da caps disse…
Bo tita andá longe.. :)
Da bom luta e.. enjoy ;)
pura eu disse…
fátima e da caps...toujours ; )
Anónimo disse…
Ola Margarida

Obrigado por esta deliciosa cronica que me fez viajar no tempo das memorias intensas de duas viajens a Cotounou. Continua a deliciar-nos com estes posts de qualidade e profunda sensibilidade.

Américo Silva
pura eu disse…
que bom, Américo.
Recordar é viver... e não se trata apenas de uma frase feita.

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