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Mário Lúcio lança "Vidas Paralelas"

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Vidas Paralelas é um retorno à infância e uma dramática procura das várias “personas” que fazem um ser humano. Mário Lúcio faz, desta feita, uma narrativa diferente centrada na Vila do Mangue, no Tarrafal de Santiago, terra que o viu nascer e moldou a sua identidade.
O livro revela estórias incríveis, em que o real e o fantástico se entrecruzam, o existencial e o social se confundem, para nos pincelar um tempo histórico e um espaço simbólico de pertença.

Esse livro é uma homenagem, porque eu acho que as pessoas são realmente o percurso que elas fazem, e a sorte de encontrar os lugares certos… eu passei por estes lugares….eu me considero muito o produto dos meus encontros e dos meus passos, da minha geração, das pessoas que eu encontrei e das pessoas que vieram antes de mim, e que me deixaram obras extraordinárias, descreve.

As várias histórias que fazem as tramas de Vidas Paralelas são contadas, a partir da metáfora dos espelhos, levando o leitor a um olhar reflectido que projecta e virtualiza nos dramas da vida.
De texto moderno, linguagem solta e assumidamente emancipada Mário Lúcio, aos 40 anos, faz da meia-idade um período existencial criativo. Neste ano ele escreve a "Carta de Salvador", na sequência de uma Cimeira da CPLP, deixa a liderança do grupo musical “Simentera”, lança o seu primeiro álbum a solo “Mar e Luz” e publica uma obra de teatro.
Advogado, colunista, artista plástico, poeta, romancista já premiado, dramaturgo, director musical da raiz de polon, o cidadão Mário Lúcio é uma complexidade que ora dá à estampa parte da sua autobiografia com o livro “Vidas paralelas”, apresentado, no dia 22 deste mês na biblioteca nacional.

Vidas Paralelas, de Mário Lúcio Sousa: Biblioteca Nacional, Cidade da Praia
Quando: Quarta-Feira, 22 de Dezembro, às 18h30

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