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Música

Cabo Verde está de parabéns. A música cabo-verdiana soma e segue. É este o sentimento que me invade depois de assistir ao lançamento de Fragmentos de Ricardo de Deus. Um pianista brasileiro, que reside em Cabo-Verde, desde 1999, e resolveu documentar com Bossa Nova, Lundú, Morna, Jazz e outras viagens, anos de vivências, trocas e energias musicais.
Ricardo assume a sua condição de ser musical no Fragmentos – seu primeiro trabalho. Um disco sem selo, porque brasileiro, cabo-verdiano, atlântico… universal. Um trabalho feito por degraus. “Fazer um CD instrumental, independente, não comercial, não é fácil, mas o resultado está aí”, diz.
Fragmentos conta com a participação de uma plêiade de cv músicos e brasileiros e não dispensa a voz. Tété Alhinho canta a Morna Brasileira, composição de Vera Lúcia, esposa do músico.
O músico Djinho Barbosa prefere falar da contribuição estética e académica do Fragmentos e do próprio Ricardo para à música cabo-verdiana, já que ensina na escola Pentagrama. Um artista que merece todo o nosso carinho, acrescenta a cantora Isa Pereira.
Ocorreu-me, também, falar do disco, também instrumental, de Kim Alves – Dança das Ilhas. Um trabalho admirável que demonstra a verdadeira dimensão da música cabo-verdiana. Situa e explora a morna, a coladera, o batuque, o funaná, a bandeira... Outros instrumentistas cabo-verdianos souberam dignificar o ritmo das ilhas, mas creio ser de justiça referenciar a versatilidade e o domínio do conjunto demonstrado por Kim Alves nesse disco.

Foto 1 - Omar Camilo
Foto 2 - A Semana

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