7 de fevereiro de 2007

Quero ser


O Ser torna-se, por vezes, consigo próprio implacável. Ele se elabora numa excessiva exigência. Mas, quero crer que somos, na maioria das vezes, pedaços, instantes e sensações. No fundo, perseguimos a suprema humildade, quem sabe, a felicidade. Afinal, é uma dádiva termos direito a sensações - das mais simples às mais esquisitas. Elas emanam de uma profundeza qualquer. Quero ser livre, sem amarras, para ter saudades, para gostar e para amar...

Os anos sucedem-se. Os meses caem vertiginosamente sobre o pensamento. De um ápice, mal começou o ano, já estamos em Fevereiro. Jamais esquecerei desse 2 de Fevereiro, no Rio Vermelho, em Salvador da Bahia. O Andenor Gondin também lá estivera a fotografar a magia sagrada das águas da deusa Iemanjá. No próximo dia 8, o meu amigo Jorge publicará o seu romance “Aonde o Vento me Levar”. Este título quererá dizer muito para o jornalista escritor. Oxalá esse “vento” o traga até nós, um dia desses.

Quero, pois, sentir o que sinto ao escutar a música “Innocent”, de Andreas Vollenweider . Quero ainda ter a liberdade de fazer um post onde nada digo. O estado da alma de nada dizer e de apenas sentir... Celebrando, nesse puro mutismo, o existir.

A elaboração sistemática... Tem hora que mata a música.

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