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Aly Keita e CCF



Certamente que muitos se lembram do balafon desse senhor. Ali Keita participou no Fesquintal de Jazz, na Cidade da Praia, em 2002. Hoje à noite actua no Tabanka Mar ao lado do saxofonista francês, Vincent Mascart, e do baterista argelino, Karim Ziad. É mais um griot (contador de histórias), desta feita da Costa do Marfim, que se associa, assim, ao Jazz na Cidade. Um evento de grande valor que o Centro Cultural Francês promove quinzenalmente há quase um ano. Na semana passada, numa parceria entre o CCF e o Festival Março mês de teatro assistiu-se, na Praia e no Mindelo, ao memorável show de um outro griot senegalês, Ablayé Cissoko. Esses dois músicos que entoam histórias e lendas fazem parte de um claro movimento de resgate e reelaboração de ritmos tradicionais africanos, visível na última década.

Não seria inoportuno destacar aqui o papel definidor da agenda cultural da capital, assumido, paulatinamente, pelo Centro Cultural Francês (CCF), com o merecido mérito para o seu director, David Fajolles. Para além de trazer artistas de fora, o CCF promove espectáculos de grupos nacionais, muitas vezes em parceria com o Tabanka Mar, o Palácio da Cultura Ildo Lobo, e o Centro Cultural Português. Aliás, esse intercâmbio é outra novidade dessa direcção, já que anteriormente havia uma fraca colaboração entre os centros culturais.

CCF continua a ser o único point cultural desta cidade, cuja agenda se destaca pela sua fidelidade e diversidade. Na semana passada promoveu também uma exposição-venda de bijuteria tuareg do artesão do Niger, Alhassane Atti.

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