Avançar para o conteúdo principal

Para além da literatura

Pinok e Baleote é o título de um livro juvenil da autoria do artista plástico português Miguel Horta lançado há poucos dias em Portugal. Uma obra que narra a história da amizade entre um menino com fama de mentiroso e uma baleia, ocorrida em Tamarindo, uma ilha imaginária de Cabo Verde situada entre a Brava e o Fogo. A amizade e a solidariedade constroem a linha matriz dessa obra que nutre uma ambição para além da literatura. A ideia última do livro é contribuir de forma diferenciada para a integração das crianças cabo-verdianas em Portugal.

A motivação para escrever Pinok e Baleote surgiu de uma relação do autor com Cabo Verde iniciada em 1979, aquando de uma visita efectuada a estas ilhas.

Miguel Horta é conhecido como “um pintor que gosta de palavras e de pessoas”. “Sou bastante ligado à comunidade cabo-verdiana aqui em Portugal", disse. Já colaborou com o CIDAC (Centro de informação e documentação Amílcar Cabral) e a Associação de Caboverdeanos. Desde cedo encarou a animação cultural como um instrumento válido para a comunicação das ideias.

Em 1983 fez uma exposição chamada Pinturas de uma viagem a Cabo Verde. “Convivo, quase todos os dias com amigos crioulos”, remata. Resta-nos agora aguardar um lançamento aqui nas ilhas.

Comentários

Pura eu disse…
A editora é a “Pé de Página” a distribuição do livro é pela ECL. Não tarda e o livro estará na FNAC. Algumas livrarias em Portugal já o têm (“Navio de espelhos”- Aveiro, Livraria da Praça” – Viseu).

Kent Larsen recebi o seu e-mail, e aproveito para o responder aqui, já que a mensagem era no-replay.
H. Sousa disse…
Olá, Margarida! Em que ilha vives? Fogo?
Pura eu disse…
Oi, Henrique.
Vivo em Santiago, Cidade da Praia, mas vou sempre ao Fogo.
Miguel Horta disse…
Nem sabem como fiquei contente por ver o eco das minhas palavras neste Blog das Ilhas!

Mensagens populares deste blogue

CODÉ DI DONA: 1940-2010

Codé di Dona tem um perfil de funaná que cativou a atenção da nação” disse Eutrópio Lima da Cruz em entrevista à TCV.

Todos são unânimes em considerar Codé di Dona (1940-2010) como uma das figuras incontornáveis do funaná, género musical outrora confinada à Ilha de Santiago, hoje com ressonância universal.

Compositor de músicas definitivas do repertório nacional, como “Febri Funaná”, “Fome 47”, “Praia Maria”, “Yota Barela”, “Rufon Baré” e “Pomba”, entre dezenas de outras, Codé di Dona emocionou os cabo-verdianos, ao longo de uma meteórica vida artística, com a singularidade das suas melodias e a poesia das suas letras. A composição “Fome 47”, só para citar um exemplo paradigmático, constitui uma imensa referência sobre uma das realidades históricas mais marcantes de Cabo Verde: a estiagem, a fome e a emigração para São Tomé e Príncipe. A imagem da partida do navio “Ana Mafalda” faz parte do imaginário colectivo dos cabo-verdianos, tanto que essa música é entoada, como um hino, pelos se…

HISTÓRIA, Dire Straits... uma dentre tantas outras da minha banda preferida

Com uma harmonia perfeita de guitarra, teclados, bateria e músicas originais o DIRE STRAITS coloca o seu nome na história como uma das maiores bandas de todos os tempos.
Tudo começa quando os irmão Mark e David Knopfler resolvem formar uma banda de rock um tanto diferente das demais (pois estavam na época da plenitude do punk rock). Até então MK já tinha tido outras experiências em outras bandas (na época de formação da banda MK era um professor de inglês) e DK era funcionario público. David(guitarra), Mark(guitarra e vocal), John Illsley(baixo) e Pick Withers(bateria) que se integraram ao grupo, formaram uma banda chamada Cafe Racers que mais tarde passou a se chamar DIRE STRAITS. Juntos fizeram uma demo que incluia um, até então, futuro sucesso do grupo "Sultans of Swing", mais tarde assinaram com o selo Vertigo e conheceram Ed Bicknell que seria o empresária da banda brevemente. Logo lançaram em 1977 o seu primeiro álbum que intulava-se com o nome do grande sucesso da ban…

Depois da Bandeira

1. SÃO LOURENÇO continua a ser um dos lugares mais agradáveis da Ilha do Fogo. O cemitério casado com a igreja e a casa paroquial; um lugar quase ermo, com a cara voltada para o mar, e um punhado de terra no ventre. Terra boa que d...eu bons filhos à ilha. Nesse cemitério, sob a imagem de uma pirâmide, mesmo à entrada, fica a campa do médico e escritor, Henrique Teixeira de Sousa, natural de Outrabanda, freguesia do Santo. Dois passos à frente descansa eternamente Padre Fidelis Miraglio, o eterno pároco de S.Lourenço e um dos primeiros Padres Capuchinhos italianos a pisar Cabo Verde. Na residência paroquial, mesmo ao lado, vive outro pastor de S.Francisco: Padre Camilo Torassa, italiano, filho de Cuneo, a viver entre Fogo, S.Vicente e Brava há mais de 50 anos: apesar do mal que lhe aflige os olhos e as pernas, a lucidez o acompanha. Éramos quatro adultos e uma criança, e fomos expressamente a São Lourenço para o visitar. Conversa vai, conversa vem, desafiou a um dos visitantes que co…