8 de julho de 2008

O auto-retrato





















No retrato que me faço
- traço a traço -
às vezes me pinto nuvem,
às vezes me pinto árvore...
às vezes me pinto coisas
de que nem há mais lembrança...
ou coisas que não existem
mas que um dia existirão...
e, desta lida, em que busco
- pouco a pouco -
minha eterna semelhança,
no final, que restará?
Um desenho de criança...
Corrigido por um louco!

Mário Quintana

2 comentários:

Anónimo disse...

Que lindo... que sensível, hein????
bjão

dhan
danielicius.blogspot.com

pura eu disse...

Sensibilidade do poeta, meu bem…apenas quis relembrar os seus “loucos” versos:

Olha, não desaparece mais, afinal EsseEsseÁ precisa de ti, e de que maneira! :):)
Bjs