Avançar para o conteúdo principal

2004 foi fatal para os jornalistas

Example

Cerca de 53 jornalistas foram assassinados no ano passado, enquanto faziam o seu trabalho ou expremiam suas opiniões – um dado que faz de 2004 o ano mais cinzento para a mídia na última década.
Pelo segundo ano consecutivo, Iraque foi o lugar mais perigoso para a imprensa internacional, com 19 repórteres e 15 assistentes executados.
Ainda, segundo dados do grupo pela Liberdade de imprensa, Repórteres Sem fronteira, 907 jornalistas foram raptados este ano e cerca de 1200 atacados. Acções de terroristas e guerrilheiros iraquianos foram as causas maiores destes incidentes, mas soldados americanos foram também responsáveis pela morte de 4 das vítimas, referenciou o núcleo da organização em Paris.
Filipinas e Bangladesh foram, depois do Iraque, os países mais perigosos para o exercício do jornalismo com seis jornalistas e quarto repórteres assassinados, enquanto investigavam casos de corrupção e tráfico de drogas.
Em África a situação não foi animadora. Na Eritrea e na Zimbabwe correspondentes internacionais foram repatriados e jornalistas locais aprisionados. Em regiões como Congo e Abidjam, a imprensa livre foi banida e seus editors, repórteres e assistentes presos. De acordo com a organização, RSF, a liberdade de imprensa consolidou-se em muitos países, e jornalistas do Benin, Botswana, Cabo Verde, Ghana, Mali, Mauritânia, Namíbia e África do Sul agora experimentam uma liberdade aproximada dos seus colegas europeus.
O grupo pela liberdade de imprensa faz um apelo à uma maior liberdade de expressão, citando o caso de Burkina-faso, onde ninguém foi punido até agora, seis anos depois do assassinato do jornalista Norbert Zongo.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

CODÉ DI DONA: 1940-2010

Codé di Dona tem um perfil de funaná que cativou a atenção da nação” disse Eutrópio Lima da Cruz em entrevista à TCV.

Todos são unânimes em considerar Codé di Dona (1940-2010) como uma das figuras incontornáveis do funaná, género musical outrora confinada à Ilha de Santiago, hoje com ressonância universal.

Compositor de músicas definitivas do repertório nacional, como “Febri Funaná”, “Fome 47”, “Praia Maria”, “Yota Barela”, “Rufon Baré” e “Pomba”, entre dezenas de outras, Codé di Dona emocionou os cabo-verdianos, ao longo de uma meteórica vida artística, com a singularidade das suas melodias e a poesia das suas letras. A composição “Fome 47”, só para citar um exemplo paradigmático, constitui uma imensa referência sobre uma das realidades históricas mais marcantes de Cabo Verde: a estiagem, a fome e a emigração para São Tomé e Príncipe. A imagem da partida do navio “Ana Mafalda” faz parte do imaginário colectivo dos cabo-verdianos, tanto que essa música é entoada, como um hino, pelos se…

HISTÓRIA, Dire Straits... uma dentre tantas outras da minha banda preferida

Com uma harmonia perfeita de guitarra, teclados, bateria e músicas originais o DIRE STRAITS coloca o seu nome na história como uma das maiores bandas de todos os tempos.
Tudo começa quando os irmão Mark e David Knopfler resolvem formar uma banda de rock um tanto diferente das demais (pois estavam na época da plenitude do punk rock). Até então MK já tinha tido outras experiências em outras bandas (na época de formação da banda MK era um professor de inglês) e DK era funcionario público. David(guitarra), Mark(guitarra e vocal), John Illsley(baixo) e Pick Withers(bateria) que se integraram ao grupo, formaram uma banda chamada Cafe Racers que mais tarde passou a se chamar DIRE STRAITS. Juntos fizeram uma demo que incluia um, até então, futuro sucesso do grupo "Sultans of Swing", mais tarde assinaram com o selo Vertigo e conheceram Ed Bicknell que seria o empresária da banda brevemente. Logo lançaram em 1977 o seu primeiro álbum que intulava-se com o nome do grande sucesso da ban…

Poema de amanhã

(...) - Mamãe!

Sonho que, um dia,
Estas leiras de terra que se estendem,
Quer sejam Mato Engenho, Dacabalaio ou Santana,
Filhas do nosso esforço, frutos do nosso suor,
Serão nossas. (...) ilustração: Mãe preta de Lasar Segall, 1930 poema: Poema de amanhã de António Nunes, 1945