Avançar para o conteúdo principal

Cinema: A Ilha dos Escravos

EscravosO novo filme do Realizador português Francisco Manso – A Ilha dos Escravos –, cujo início de gravação começa em Setembro próximo, vai contar com uma forte participação de cabo-verdianos em vários momentos.
A realização da banda sonora vai estar a cargo de Mário Lúcio e a consultoria histórica sob a responsabilidade de António Correia e Silva. O protagonista do trama, também ele cabo-verdiano, será o actor Mano Preto.
A Ilha dos Escravos narra uma história de amor e de relação humana entre um escravo (o João) e sua patroa. Um navio negreiro naufraga na costa da Ilha, e escravos fugitivos espalham-se por zonas afastadas, como forma de sobrevivência. Esta situação desencadeia uma repressão militar sem precedentes que estará na base de uma revolta de escravos, liderada por João. O trama levanta também a questão da miscigenação.
O filme decorre em Cabo Verde (Santiago), Brasil (Estado de Alagoas) e Portugal (Lisboa) em 1852.
Apesar da produção do trama estar fortemente centrada em Portugal, através da Cinemate, "A Ilha dos Escravos" é um filme que conta com participações equilibradas de actores brasileiros (Milton Nascimento; Zezé Mota e Thaís Araújo), portugueses (Diogo Infante, Vítor Norte), e cabo-verdianos (Mano Preto), estando alguns dos personagens ainda em processo de selecção.
A longa-metragem, com argumento de António Torrado, terá a duração de 110 minutos e será distribuída pela Lusomundo.
Francisco Manso é realizador, produtor e argumentista. Dentre as suas obras ligadas a Cabo Verde, destacam-se "O Testamento do Senhor Napumoceno da Silva Araújo” e “Na rota da escravatura”.

Comentários

Clickbank Mall disse…
Come Visit Santa at his blog and tell him what you want for Christmas,
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

Mensagens populares deste blogue

CODÉ DI DONA: 1940-2010

Codé di Dona tem um perfil de funaná que cativou a atenção da nação” disse Eutrópio Lima da Cruz em entrevista à TCV.

Todos são unânimes em considerar Codé di Dona (1940-2010) como uma das figuras incontornáveis do funaná, género musical outrora confinada à Ilha de Santiago, hoje com ressonância universal.

Compositor de músicas definitivas do repertório nacional, como “Febri Funaná”, “Fome 47”, “Praia Maria”, “Yota Barela”, “Rufon Baré” e “Pomba”, entre dezenas de outras, Codé di Dona emocionou os cabo-verdianos, ao longo de uma meteórica vida artística, com a singularidade das suas melodias e a poesia das suas letras. A composição “Fome 47”, só para citar um exemplo paradigmático, constitui uma imensa referência sobre uma das realidades históricas mais marcantes de Cabo Verde: a estiagem, a fome e a emigração para São Tomé e Príncipe. A imagem da partida do navio “Ana Mafalda” faz parte do imaginário colectivo dos cabo-verdianos, tanto que essa música é entoada, como um hino, pelos se…

HISTÓRIA, Dire Straits... uma dentre tantas outras da minha banda preferida

Com uma harmonia perfeita de guitarra, teclados, bateria e músicas originais o DIRE STRAITS coloca o seu nome na história como uma das maiores bandas de todos os tempos.
Tudo começa quando os irmão Mark e David Knopfler resolvem formar uma banda de rock um tanto diferente das demais (pois estavam na época da plenitude do punk rock). Até então MK já tinha tido outras experiências em outras bandas (na época de formação da banda MK era um professor de inglês) e DK era funcionario público. David(guitarra), Mark(guitarra e vocal), John Illsley(baixo) e Pick Withers(bateria) que se integraram ao grupo, formaram uma banda chamada Cafe Racers que mais tarde passou a se chamar DIRE STRAITS. Juntos fizeram uma demo que incluia um, até então, futuro sucesso do grupo "Sultans of Swing", mais tarde assinaram com o selo Vertigo e conheceram Ed Bicknell que seria o empresária da banda brevemente. Logo lançaram em 1977 o seu primeiro álbum que intulava-se com o nome do grande sucesso da ban…

Depois da Bandeira

1. SÃO LOURENÇO continua a ser um dos lugares mais agradáveis da Ilha do Fogo. O cemitério casado com a igreja e a casa paroquial; um lugar quase ermo, com a cara voltada para o mar, e um punhado de terra no ventre. Terra boa que d...eu bons filhos à ilha. Nesse cemitério, sob a imagem de uma pirâmide, mesmo à entrada, fica a campa do médico e escritor, Henrique Teixeira de Sousa, natural de Outrabanda, freguesia do Santo. Dois passos à frente descansa eternamente Padre Fidelis Miraglio, o eterno pároco de S.Lourenço e um dos primeiros Padres Capuchinhos italianos a pisar Cabo Verde. Na residência paroquial, mesmo ao lado, vive outro pastor de S.Francisco: Padre Camilo Torassa, italiano, filho de Cuneo, a viver entre Fogo, S.Vicente e Brava há mais de 50 anos: apesar do mal que lhe aflige os olhos e as pernas, a lucidez o acompanha. Éramos quatro adultos e uma criança, e fomos expressamente a São Lourenço para o visitar. Conversa vai, conversa vem, desafiou a um dos visitantes que co…