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Em busca de um outro cinema

No momento em que se debate o futuro do cinema, dominado hoje pela forma, creio ser pertinente dar a conhecer uma experiência do cinema preocupada com questões espirituais desafiadoras do homem contemporâneo. Refiro-me ao Festival Internacional de Cinema de Alba, nascido em 2002 com o nome Infinity Festival. O certame deste ano contou com a especial presença do Realizador americano Sydney Pollack. The Swimmer (com Burt Lancaster) 1968, The Firm (com Tom Cruise) 1993, Sabrina (com Harrison Ford) 1995, e The Interpreter (com Nicole Kidman) são alguns dos filmes de Pollack que cruzaram e marcaram épocas, dentre dezenas, presentes no evento deste ano. Este festival é temático e, em 2007, os debates giraram à volta do "medo". O medo que sentimos nas nossas vidas, no contacto com o outro, em relação à economia, ao ambiente, à crise energética, etc.
O Festival Internacional de Cinema Alba dialoga, através de valores, com a pintura, a fotografia, a literatura, a música e a filosofia. As projecções acontecem associadas a um permanente diálogo, e troca de experiência com especialistas, não excluindo a participação de estudantes, jornalistas, jovens realizadores e amantes do cinema.
O objectivo principal desse Festival é dar espaço a produções independentes e a filmes que não são distribuídos em circuitos comerciais. Produções de todos os continentes já passaram pelo certame. Esse evento anual acontece na Província de Cuneo, Cidade de Alba, Itália, e conta com o patrocínio da prestigiada Fundação Ferrero e dos Organismos de Cinema de Piemonte.
O Festival Internacional de Cinema de Alba foi fundado por Padre Octávio Fasano, responsável pela missão dos Capuchinhos em Cabo Verde. " É noite na Ilha do Fogo, Cabo Verde. Penso incessantemente no Festival Internacional de Cinema de Alba, e na busca do significado da vida que propugna”, escreveu Fasano sobre esse certame cultural.

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