
Começou a corrida de estafeta rumo a 2011. As inaugurações aceleram-se a cada dia, as antenas foram umas reconduzidas e outras substituídas. Os interesses (públicos?) estão sendo estrategicamente revistos (e encomendados), os subordinados (subornados) retornaram aos seus postos e todos serão suspeitos daqui para frente.
Respeito é bom, e os cordeiros sabem disso. Insolentes aos bons turnos e pautas minguadas voltarão para outros dias que estão se fazendo (alguém se lembra do Pão de Neruda?) a mil por hora.
Foi Jorge Barbosa quem escrevera no poema “Alfândega” (onde trabalhou como funcionário), o seguinte:
“Talvez não acreditem
mas há alguma poesia ali dentro
do velho casarão da alfândega
e ninguém dá por isso! ...”
nota pura: numa próxima oportunidade, tentarei um exercício de diferenciação entre serviço público e propaganda (sem abrir mão da poesia, é claro!).
Comentários
Venham todas as letras de músicas de campanha… Todas as sopas do alfabeto encomendadas ou programadas... No final fica sempre a poesia… com as letras e as palavras todas, mais ou menos gastas, consoante os interesses mais ou menos públicos...
Força. E fico à espera do outro post. O da diferenciação.
Pois é Tchá... o que permanece é a poesia, porque sai de dentro (dos sujeitos das letras e das palavras)... o contrário, nunca.
até a próxima.
Cabe a nós, jornalistas, aproveitar o momento para dizer basta!!
Cada um faça o seu e todos faremos o todo. Sem subornados, bajuladores, intimidados, disfarçados.
É preciso coragem.
Nha guenti forti afronta! Nunca mas no ka ta consigui poz travon, enton?!!
É preciso mudar de paradigma (como virou moda). Mas nós é que temos que mostrar o paradigma necessário. Não de forma isolada, caso contrário o solitário é que destoa do sistema (por vezes tem razão a mãe do recruta que desfila descompassado dos 300 colegas mas que diz que o filho é o único a fazê-lo correctamente).
Eu (ainda) acredito.
Se não estaremos como disse o Tcha, com os seus 30 anos de carreira, triste e desiludido por nunca ter passado por uma redacção “a sério”. Eu nem 10 tenho mas tou quase no limite. Quase a seguir as pegadas de 90% dos fundadores da AJOC (vide lista).