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You never know who you´re gonna meet


















“A tradição” de há 21 anos se cumpriu e aconteceu mais um festival de música de Santa Maria, nos dias 17 e 18 deste mês. Um evento que ficou marcado por uma diversidade de estilos e de presenças musicais, a par de um ambiente humano e natural notáveis (incluindo a chuva). Há dez anos, quando conheci o festival guardei comigo as melhores impressões desse certame. O espírito persiste. A chuva melindrou o segundo dia e a sua insistência na manhã de domingo obrigou a que se cancelasse a actuação do colectivo da Holanda, onde se previa a actuação de Grace, Zé Delgado e Kino. Pena!
Gilito, Kido, Cordas do Sol, Cabossom, Tecla 2, Boss AC e outros brindaram os festivaleiros de Santa Maria com uma bonita “celebração” da música.

Intercâmbio

Um dos fundadores dos Kings, o emblemático grupo dos anos 70, de fresco nas lides dos festivais, é da opinião de que a festa deveria explorar mais a componente intercâmbio artistas/artistas. Um facto que, entretanto, também se altera, com iniciativas dos próprios produtores e artistas. Nesse pormenor, o certame do Sal já foi melhor. Todos os anos a Câmara Municipal organizava um convívio entre artistas vindos e residentes, antes do arranque do festival, perseguindo essa ideia de aproximação e contactos.

You never know

You never know who you´re gonna meet é nome de uma das músicas do segundo CD, Then What? (a sair brevemente) do grupo Publish The Quest:(foto) a coqueluche e a grande surpresa do Festival de Santa Maria 2010. O grupo veio de Seatle, Estados Unidos, e chegou a Cabo Verde pelas mãos do moçambicano Johnny Fernandes (ler post acima). O Publish the Quest movimenta-se entre o funk, afro beat, fulk, usando muitas palavras nas suas canções, mas nem por isso reivindica tiques do rap (os tais rótulos): confessa-se, em alguns caminhos, reminiscente de Fela Kuti. Antes de chegar ao Sal, a banda deu shows e recolheu instrumentos musicais para apoiar jovens estudantes de música na ilha, os mesmos meninos para quem organizou workshops numa busca de troca, provocação e arte...Valeu, rapazes de Seatle! Festival é também o que fica, e o pedaço de Cabo Verde que se espalha com as pegadas daqueles que vieram...

Comentários

Anónimo disse…
Ês côsa d'nôs, ke ta tchomod música, no ka sabé té dondé kel ta ba para.
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