Avançar para o conteúdo principal

Contos Crónicas e Reportagens...

... é a mais recente obra publicada em Cabo Verde – semana passada. Um livro que resulta de uma compilação de textos da jornalista, Maria Helena Spencer, publicados em vários números do Cabo Verde – Boletim de Propaganda e Informação, entre os anos 1949 e 1964.

"Eu nasci na Praia, aqui tenho vivido durante a maior parte da minha vida e, para mim nenhum lugar no mundo é mais belo, em nenhuna outra terra conseguiria ser mais feliz. Mas acabo de regressar de S.Vicente e tenho que deixar falar o coração para ser justa. Mindelo e Praia. Barlavento e Sotavento."

Passagem de uma obra que transporta no tempo, um olhar, no feminino, da vida, dos lugares e das pessoas em Cabo Verde, nos idos anos 50 e 60. Maria Helena Spencer, autora dos escritos, nascida em 1911, é a primeira jornalista cabo-verdiana de que se tem memória. Escreveu contos, crónicas e reportagens sobre Cabo Verde num período em que as mulheres das ilhas viviam sob outros preceitos.

A compilação dos textos foi feita por Ondina Ferreira, que entende ser este "um resgate da historiografia cabo-verdiana". O livro não apenas reporta momentos, lugares e personagens das ilhas de Cabo Verde, principalmente Santiago, S.Vicente, Brava e Boa-Vista, mas eterniza a figura de uma escritora, que tendia a cair no esquecimento. Um momento à parte, portanto, para a bibliografia cabo-verdiana.

Contos Crónicas e Reportagens - um documento que testemunha o quotidiano cabo-verdiano dos anos 50 e 60, "com uma requintada sensibilidade" como testemunha a favor da autora, o escritor foguense, Teixeira de Sousa. Maria Helena Spencer vive em Portugal há largos anos.

Comentários

Bom dia,

Em nome da escritora, queira aceitar os mais sinceros agradecimentos pela atenção prestada à sua obra.

Com os melhores cumprimentos

Max Spencer Dohner
(neto)
Kent Larsen disse…
Pode alguém me dizer como comprar cópias deste livro?

Sou dono da Luso-Brazilian Books, e quero comprar algumas cópias para fornecê-los a nossos clientes aqui nos EUA e Canadá.

Quem é a editora?

Mensagens populares deste blogue

HISTÓRIA, Dire Straits... uma dentre tantas outras da minha banda preferida

Com uma harmonia perfeita de guitarra, teclados, bateria e músicas originais o DIRE STRAITS coloca o seu nome na história como uma das maiores bandas de todos os tempos.
Tudo começa quando os irmão Mark e David Knopfler resolvem formar uma banda de rock um tanto diferente das demais (pois estavam na época da plenitude do punk rock). Até então MK já tinha tido outras experiências em outras bandas (na época de formação da banda MK era um professor de inglês) e DK era funcionario público. David(guitarra), Mark(guitarra e vocal), John Illsley(baixo) e Pick Withers(bateria) que se integraram ao grupo, formaram uma banda chamada Cafe Racers que mais tarde passou a se chamar DIRE STRAITS. Juntos fizeram uma demo que incluia um, até então, futuro sucesso do grupo "Sultans of Swing", mais tarde assinaram com o selo Vertigo e conheceram Ed Bicknell que seria o empresária da banda brevemente. Logo lançaram em 1977 o seu primeiro álbum que intulava-se com o nome do grande sucesso da ban…

CODÉ DI DONA: 1940-2010

Codé di Dona tem um perfil de funaná que cativou a atenção da nação” disse Eutrópio Lima da Cruz em entrevista à TCV.

Todos são unânimes em considerar Codé di Dona (1940-2010) como uma das figuras incontornáveis do funaná, género musical outrora confinada à Ilha de Santiago, hoje com ressonância universal.

Compositor de músicas definitivas do repertório nacional, como “Febri Funaná”, “Fome 47”, “Praia Maria”, “Yota Barela”, “Rufon Baré” e “Pomba”, entre dezenas de outras, Codé di Dona emocionou os cabo-verdianos, ao longo de uma meteórica vida artística, com a singularidade das suas melodias e a poesia das suas letras. A composição “Fome 47”, só para citar um exemplo paradigmático, constitui uma imensa referência sobre uma das realidades históricas mais marcantes de Cabo Verde: a estiagem, a fome e a emigração para São Tomé e Príncipe. A imagem da partida do navio “Ana Mafalda” faz parte do imaginário colectivo dos cabo-verdianos, tanto que essa música é entoada, como um hino, pelos se…

Poema de amanhã

(...) - Mamãe!

Sonho que, um dia,
Estas leiras de terra que se estendem,
Quer sejam Mato Engenho, Dacabalaio ou Santana,
Filhas do nosso esforço, frutos do nosso suor,
Serão nossas. (...) ilustração: Mãe preta de Lasar Segall, 1930 poema: Poema de amanhã de António Nunes, 1945