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O agora


Sei admitir as minhas esquisitices, e uma delas é a dificuldade que sinto em conviver com o agora. "Explico-me", com um exemplo:

A TCV está a preparar a emissão, em directo, do Gambôa 2007, e por causa disso, há uma semana que só oiço falar desse festival de música, a ponto de, sinceramente, não estar a pensar em assistir nem ao show do Beto Dias, nem da Sandra de Sá.

Em Salvador, também era assim. Mesmo morando a poucos metros da avenida Barra/Ondina (e convivendo com a zoada mediática) só colocava o pé fora de casa para ver o Araketu, o Expresso 2222, a partir do ano que retomou a avenida, e o Ilê Aiye.

Hoje, sinto saudades do Carnaval de Salvador, e quando lá vivia sonhava com o mês de Maio em Cabo-Verde.

Será este, talvez, devido à esquisitice de que vos dei conta, o meu único apontamento sobre o barulho que se instalou à nossa volta nesse aproximar do 19 de Maio, na Cidade da Praia. Festa do município, note-se.

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