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A Nação, Cidade Velha e Fesman

jornalcafé














1. A Nação atingiu o nº 100, e conhecendo o chão que pisamos, não poderia deixar de desejar muita força ao Jornal e congratular-me com a ideia de pluralidade mediática que o semanário ajudou a erguer. Nessa edição, que me pareceu comemorativa, um grupo de colunistas habitues, ou não, lançaram um olhar especial sobre o Jornalismo, também especializado. Como era de se esperar, foram os outros (tão somente) a falarem do jornalismo, e nunca os próprios jornalistas. Lourenço Lopes diz, a dada altura no seu artigo, que “A Comunicação Social deve poder exercer a sua função pedagógica, criando as condições para se debater as grandes questões sociais do país, desempenhando o seu papel insubstituível de mediador da informação entre a sociedade e os poderes públicos”.
É também este pesado e redutor conceito reinante na "Província", que o Jornal A Nação, nesta data comemorativa, deveria ajudar a desconstruir...


2. O Comité de Gestão e da Comissão Consultiva da Cidade Velha – Património Mundial reuniu-se ontem pela primeira vez, e esse encontro deverá ser o ponto de partida, a todo o vapor, para as transformações que o país aguarda: melhorar as condições de vida das populações locais, conservar e agir no sentido da recuperação da linha arquitectónica do Sítio. (algumas construções aberrantes terão de ser demolidas, garante Carlos Carvalho). Quanto ao reforço da gestão e valorização, aquele responsável do INIPC diz que os projectos para Cidade Velha (públicos e privados) são inovadores e respeitam a vocação histórico e cultural do Sítio. De resto, esse Comité que para os trabalhos no terreno criou um Gabinete Conjunto, deverá também trabalhar em cima das recomendações da UNESCO, onde se destaca a qualificação urgente dos guias turísticos que, a priori, devem ser naturais do Concelho. Outra recomendação ao Município, vai para a urgente elaboração e aprovação dos instrumentos e planos de desenvolvimento urbanísticos.

3. Finalmente, numa reunião do Conselho de Ministros, na semana passada, o governo senegalês optou pelo adiamento para 2010 do FESMAN III.

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