Para mim, o encanto desse filme reside na narrativa, na montagem, e na actuação de Al Pacino, claro!
Um olhar nada linear, (muito flashback, muito paralelismo) fortemente apostado em planos fechados (expressões, detalhes), uma luz confidente, ritmo, poucos planos abertos (longos). A montagem é de uma mestria tal de que não ousaria aqui falar, mas sim recomendar, por isso escrevo esta nota, e por esta mesma razão volto sempre ao trama.
Al Pacino é o homem de sempre. Agarra para si a história e dita-a até ao final. Toda a actuação dos outros personagens depende da sua ironia, da sua implacabilidade, da sua firmeza. É o risco que se corre quando se tem esse poderoso chefão como protagonista.
Tenho uma grande admiração por realizadores de cinema, e Oliver Stone é um deles. Um autor fechado, de impacto, que mostra a humanidade a partir de uma ruela. Um domingo qualquer é também uma crítica sobre a situação dos negros nos Estados Unidos. Num primeiro olhar não parece.
Da escravatura
Ver o documentário Cabo Verde na Rota da Escravatura, de Francisco Manso, pela descrição franca e humana desse crime histórico, feita pelo historiador António Correia e Silva. Passa sempre na TCV.
Comentários
Mas não acho que Al Pacino estava muito bem. Achei-o um pouco exagerado, em overacting. O que não quer dizer que não tenha conseguido ser o leading man do inicio ao fim.Oliver Stone sacrificou os rasgos de talento que Jamie Foxx e Cameron Diaz (num dos seus melhores papeis)demostravam cada vez que estavam em cena para dar mais espaço a Al Pacino.Foi pena, mas mesmo assim o filme está bom.
Hugs
Beijos
É para mim, sem dúvida, um filme a ver para quem gosta de cinema com fortes narraticas visuais.
òptimo som, imagens poderosas e acima de tudo uma montagem de cortar o fôlego.
Faz parte da minha lista dos favoritos.
Também gosto do Oliver Stone. Estou ansioso para ver As Torres Gêmeas (WTC) que vai estrear neste fim de semana aqui no Brasil.