Avançar para o conteúdo principal

O sapo abocanha

Sapo












Ao ler, aqui, o que escreveu Abraão Vicente, percebi que alguns blogs, ou talvez o colectivo dos blogs cabo-verdianos foram interpelados pelo batráquio dançarino, (através do Caro bloguista) no sentido da sua “debandada geral” para o Sapo.CV. Depois de terem conseguido, sem grande esforço, conteúdos de todos os media do país, jogam uma outra cartada inocente, para nos convencer de que só temos a ganhar se aliarmos ao animal. Querem ver-nos a dançar esse patético funaná. PT, que vendo com olhos de ver não passa de uma boa provocação.
Mas sobre este assunto, não terei muito a acrescentar ao que escreveu Gil Évora na última edição do Jornal A Semana. Apenas gostaria de citar um trecho muito prático desse mesmo artigo que, oxalá, sirva para alguma coisa.
"Ao viver das receitas de publicidade num mercado exíguo, e onde apenas 7 e 8% da população possui ligação à Internet – graças ao não menos escandaloso tarifário praticado pelo seu patrão português da CVT-, a tendência dos menos avisados será retirar a publicidade que sustenta os portais e jornais cabo-verdianos, e outros “media on-line” que divulgam Cabo Verde mundo fora, e aplicá-lo no Sapo CV transferindo automaticamente mais alguns largos milhares de euros para Portugal".

Comentários

Tide disse…
txas kan. ka podia fla midjor.

bali
TD
Eileen disse…
Ora aí está! Ainda bem que a maioria de nós, informados ou não, se rebelou contra o convite generalista e sem interesse.

Mensagens populares deste blogue

CODÉ DI DONA: 1940-2010

Codé di Dona tem um perfil de funaná que cativou a atenção da nação” disse Eutrópio Lima da Cruz em entrevista à TCV.

Todos são unânimes em considerar Codé di Dona (1940-2010) como uma das figuras incontornáveis do funaná, género musical outrora confinada à Ilha de Santiago, hoje com ressonância universal.

Compositor de músicas definitivas do repertório nacional, como “Febri Funaná”, “Fome 47”, “Praia Maria”, “Yota Barela”, “Rufon Baré” e “Pomba”, entre dezenas de outras, Codé di Dona emocionou os cabo-verdianos, ao longo de uma meteórica vida artística, com a singularidade das suas melodias e a poesia das suas letras. A composição “Fome 47”, só para citar um exemplo paradigmático, constitui uma imensa referência sobre uma das realidades históricas mais marcantes de Cabo Verde: a estiagem, a fome e a emigração para São Tomé e Príncipe. A imagem da partida do navio “Ana Mafalda” faz parte do imaginário colectivo dos cabo-verdianos, tanto que essa música é entoada, como um hino, pelos se…

HISTÓRIA, Dire Straits... uma dentre tantas outras da minha banda preferida

Com uma harmonia perfeita de guitarra, teclados, bateria e músicas originais o DIRE STRAITS coloca o seu nome na história como uma das maiores bandas de todos os tempos.
Tudo começa quando os irmão Mark e David Knopfler resolvem formar uma banda de rock um tanto diferente das demais (pois estavam na época da plenitude do punk rock). Até então MK já tinha tido outras experiências em outras bandas (na época de formação da banda MK era um professor de inglês) e DK era funcionario público. David(guitarra), Mark(guitarra e vocal), John Illsley(baixo) e Pick Withers(bateria) que se integraram ao grupo, formaram uma banda chamada Cafe Racers que mais tarde passou a se chamar DIRE STRAITS. Juntos fizeram uma demo que incluia um, até então, futuro sucesso do grupo "Sultans of Swing", mais tarde assinaram com o selo Vertigo e conheceram Ed Bicknell que seria o empresária da banda brevemente. Logo lançaram em 1977 o seu primeiro álbum que intulava-se com o nome do grande sucesso da ban…

Depois da Bandeira

1. SÃO LOURENÇO continua a ser um dos lugares mais agradáveis da Ilha do Fogo. O cemitério casado com a igreja e a casa paroquial; um lugar quase ermo, com a cara voltada para o mar, e um punhado de terra no ventre. Terra boa que d...eu bons filhos à ilha. Nesse cemitério, sob a imagem de uma pirâmide, mesmo à entrada, fica a campa do médico e escritor, Henrique Teixeira de Sousa, natural de Outrabanda, freguesia do Santo. Dois passos à frente descansa eternamente Padre Fidelis Miraglio, o eterno pároco de S.Lourenço e um dos primeiros Padres Capuchinhos italianos a pisar Cabo Verde. Na residência paroquial, mesmo ao lado, vive outro pastor de S.Francisco: Padre Camilo Torassa, italiano, filho de Cuneo, a viver entre Fogo, S.Vicente e Brava há mais de 50 anos: apesar do mal que lhe aflige os olhos e as pernas, a lucidez o acompanha. Éramos quatro adultos e uma criança, e fomos expressamente a São Lourenço para o visitar. Conversa vai, conversa vem, desafiou a um dos visitantes que co…