Avançar para o conteúdo principal

Parabéns Tatarana

Pelo número reduzido de blog´s cabo-verdianos, acabámos, juntos, por ser uma espécie de família em versão digital. Somos amigos, ou pelo menos ensaiamos simpatias, na Internet e fora dela. A esta, ainda pequena família, pertencem blog´s de outras paragens por sintonia programática e de estilo. E é por essa e outras razões que o Tatarana pode ser considerado um blog crioulo, e merecer o nosso olhar carinhoso. Além do blog, em si, há muito que Cabo Verde tem sido pano de fundo dos escritos de Jorge Marmelo (literários e jornalísticos). O seu último romance “Aonde o Vento me levar” é um exemplo.

Tatarana já passou por paragens, revoltas, indecisões e até agonia… mas vai resistir, tanto é que amanhã completa quatro anos. Parabéns!

Para os desprevenidos, vale alertar que o presente silêncio do sítio distancia largamente da escrita mordente e incessante do autor. Além do que já se sabe, haverá vida, brevemente, numa outra ilha… mais nua.

Comentários

Anónimo disse…
Roma, maggio 2007

Gentile Margarida,

Tanto tempo fa poiché io commentato circa il Blog Os Momentos! Io avuto molto lavoro. Il tempo è corto, ragazza.

Che cosa io connosce de te, mia amica? Arrivato a Praia giovanissima, dopo aver frequentato l'Università, Margarida si lanciò nel mondo dello “giornalismo” battendo molte strade, debbo dirlo.Da ricordare la eccelente esperienze televisive, come “Monumentos e Sítios” (2005), di grande successo.

Sono anche informato della “Claridade Incandescente”.

Te auguro bonna fortuna.

“Tatarana” merita un tondo di appaluse, effettivamente.

Alla volta prossima,

Pasqualino Settebellezze.
Pura eu disse…
Pasqualino, quanto tempo! Deu para perceber que fizeste falta por aqui... obrigada, e volta sempre que puderes.


Alla prossima,

Margarida
M.J.M. disse…
Muito obrigado, Margarida. É um orgulho enorme ser considerado um crioulo.
Anónimo disse…
Roma, maggio 2007


Gentile e "Incandescente" Margarida

Una parola poetica de Maurizio Cucchi: “Ti lascio il meglio del mio cuore e con il bacio della gratitudine, questa serenità commossa”

Arrivedercci,

Pasqualino Settebellezze
Pura eu disse…
Adoro poesia, Pasqualino!

Aquele abraço,

Margarida

Mensagens populares deste blogue

Depois da Bandeira

1. SÃO LOURENÇO continua a ser um dos lugares mais agradáveis da Ilha do Fogo. O cemitério casado com a igreja e a casa paroquial; um lugar quase ermo, com a cara voltada para o mar, e um punhado de terra no ventre. Terra boa que d...eu bons filhos à ilha. Nesse cemitério, sob a imagem de uma pirâmide, mesmo à entrada, fica a campa do médico e escritor, Henrique Teixeira de Sousa, natural de Outrabanda, freguesia do Santo. Dois passos à frente descansa eternamente Padre Fidelis Miraglio, o eterno pároco de S.Lourenço e um dos primeiros Padres Capuchinhos italianos a pisar Cabo Verde. Na residência paroquial, mesmo ao lado, vive outro pastor de S.Francisco: Padre Camilo Torassa, italiano, filho de Cuneo, a viver entre Fogo, S.Vicente e Brava há mais de 50 anos: apesar do mal que lhe aflige os olhos e as pernas, a lucidez o acompanha. Éramos quatro adultos e uma criança, e fomos expressamente a São Lourenço para o visitar. Conversa vai, conversa vem, desafiou a um dos visitantes que co…

CODÉ DI DONA: 1940-2010

Codé di Dona tem um perfil de funaná que cativou a atenção da nação” disse Eutrópio Lima da Cruz em entrevista à TCV.

Todos são unânimes em considerar Codé di Dona (1940-2010) como uma das figuras incontornáveis do funaná, género musical outrora confinada à Ilha de Santiago, hoje com ressonância universal.

Compositor de músicas definitivas do repertório nacional, como “Febri Funaná”, “Fome 47”, “Praia Maria”, “Yota Barela”, “Rufon Baré” e “Pomba”, entre dezenas de outras, Codé di Dona emocionou os cabo-verdianos, ao longo de uma meteórica vida artística, com a singularidade das suas melodias e a poesia das suas letras. A composição “Fome 47”, só para citar um exemplo paradigmático, constitui uma imensa referência sobre uma das realidades históricas mais marcantes de Cabo Verde: a estiagem, a fome e a emigração para São Tomé e Príncipe. A imagem da partida do navio “Ana Mafalda” faz parte do imaginário colectivo dos cabo-verdianos, tanto que essa música é entoada, como um hino, pelos se…

Poema de amanhã

(...) - Mamãe!

Sonho que, um dia,
Estas leiras de terra que se estendem,
Quer sejam Mato Engenho, Dacabalaio ou Santana,
Filhas do nosso esforço, frutos do nosso suor,
Serão nossas. (...) ilustração: Mãe preta de Lasar Segall, 1930 poema: Poema de amanhã de António Nunes, 1945