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Conde de Silvenius: prosa e poesia

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Troco as voltas à metáfora
fazendo de conta que Aristóteles
e o seu alfarrábio de tropos
valem tanto como esse velho
Mar Morto onde os peixes,
de tanta secura, já nem sabem
se são peixes ou pedras de sal.

Assim, embarco e sigo,
sem que eu saiba
em que ponto no rio ou mar
bifurca a prosa e, nítido,
Se vê o poema.

nota pura: depois do Prémio Camões cabo-verdiano a pergunta: a prosa ou a poesia do Conde de Silvenius? O próprio prefere os seus poemas, e elege “MITOgrafia” (a última) como sua obra de peito. Manuel Veiga, o Ministro da Cultura numa resenha publicada em Cabo Verde: insularidade e literatura elege “Eleito do Sol” como o romance de ruptura na literatura cabo-verdiana. Ler a resenha da obra aqui.
Nós por aqui, vamos continuar a fazer o que sempre fizemos… Conde é Prémio Camões 2009: celebremos!!!

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