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Tcheka, sua banda e a nossa música

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Tcheka Andrade actuou no passado Sábado no pátio do Palácio da Cultura, da Capital, por iniciativa da Sofia Cyber Café e Tera Produções. Muitos dos que foram assistir ao show não ficaram surpresos. Tcheka já nos habituou a shows espontâneos e cheios de alma… alma das coisas da terra que ele faz questão de “interpretar e dar a conhecer aos mais novos”. Quem não se emociona com “Strada Pico”? – uma mulher de filhos, solteira e sem ajuda que percorre a estrada de picos para trabalhar na “strada”, e quando chega depara-se com o seu nome fora da lista. “Qui rezan” dará esta mãe quando chegar à casa? Strada Pico nos emociona da mesma forma que uma interpretação fiel e profunda de uma porfia entre um lavrador, um agricultor e um pastor. Estas duas últimas composições que mencionamos fazem parte do segundo disco do artista – Nu monda – pronto a ser lançado. Pessoalmente é este o clik que em mim provocam as músicas do Tcheka. O toque universalista sintetizado nos arranjos ousados e descomplexados criados numa harmonia de sensos entre o próprio Tcheka, o Kizó, o Hernâni e o Raúl. Toques que fazem do batuque uma música do mundo.
Deste grupo quem não passa despercebido, muito pelo contrário, é o guitarrista Hernâni. O jovem que chegou a pensar que “não queria saber de tocar música tradicional” certamente não vislumbrava tantas possibilidades de expressão nesse vasto universo que é a música cabo-verdiana. Hernâni como o próprio confessou numa entrevista à Revista Cultural "Dá Fala" começou a dar os primeiros passos na música tradicional, graças ao músico Bau, que o convidou a integrar ao seu grupo, e o motivou a descobrir novas fórmulas de tocar a nossa música com um dedilhar próprio e influências confessas. Antes só sentira-se à vontade no universo jazz, blues, rock e outros sons. Depois disso estudou música em Portugal, já tocou em vários palcos internacionais, e hoje sobressai-se como mais uma pérola da nossa música.

Comentários

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